Os números foram revelados na última reunião pública do executivo de Oliveira do Hospital pelo vice-presidente da autarquia, José Francisco Rolo, quando apresentava um primeiro relatório de actividades do Gabinete de Inserção Profissional (GIP).
Datado de 26 de Fevereiro, o documento referia ainda que 85 pessoas beneficiaram de informação profissional para jovens e adultos desempregados e 45 foram encaminhadas para ofertas de emprego.
Paralelamente, o GIP tem ao dispor 58 ofertas de emprego e actividades de colocação e 11 postos de trabalho decorrentes de ofertas de emprego captadas junto de entidades empregadoras.
Para além desta actividade, o gabinete coordenado pela socióloga Olga Nunes – a técnica obteve 40 horas de formação profissional específica no Centro de Emprego de Arganil – encaminhou 15 pessoas para medidas de apoio ao emprego, qualificação e empreendedorismo e 28 para ofertas de qualificação. No total, são ainda 28 as pessoas que se encontram inscritas em vários cursos de formação.
Pelo GIP passa ainda o controlo de apresentação periódica dos beneficiários das prestações de desemprego. Permite também que, naquele local, as empresas procedam à abertura de vagas de trabalho.
“Fomos nós que lhe demos dinâmica, melhorando as instalações e dando-lhe alguma autonomia”
Em reunião do executivo, o vereador do PSD Mário Alves advertiu o presidente da Câmara para o facto de que o GIP só existe porque “tinha sido assinado um protocolo pelo anterior executivo”. “Teria sido bom que referisse isso na Assembleia Municipal”, considerou.
Assegurando não querer ficar com os “louros” que não lhe pertencem, o presidente da autarquia disse que não haveria problema nenhum em referir tal facto na Assembleia Municipal, mas clarificou que foi o seu executivo que deu “dinâmica” ao GIP, “melhorando as instalações e dando-lhe alguma autonomia”.
“Têm sido resolvidos muitos problemas”, observou José Carlos Alexandrino, informando que “todos os dias passam pela Câmara 20 pessoas que são encaminhadas para o GIP”.
