A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou o dispositivo de vigilância e prevenção de incêndios rurais, mobilizando militares de valências que habitualmente desempenham outras missões, como o trânsito, a investigação criminal e a Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras.
O reforço surge numa altura em que o país enfrenta uma vaga de calor e um agravamento significativo do risco de incêndio, levando o Governo a declarar situação de alerta em todo o território continental entre sexta-feira e segunda-feira.
Segundo o coronel Ricardo Alves, da GNR, o dispositivo diário passa das cerca de 280 patrulhas regulares para um total que pode atingir as 350, graças à integração de equipas de outras especialidades na vigilância da floresta.
Além do patrulhamento móvel, a Guarda mantém activos os 230 postos de vigia e as 147 torres de videovigilância existentes no país, recorrendo ainda a três ou quatro drones em operações de investigação de suspeitas de fogo posto.
A vigilância é complementada pelos militares da GNR que asseguram o funcionamento dos meios aéreos de ataque inicial aos incêndios, missão que envolve cerca de mil efectivos em regime de escala.
Também as Forças Armadas reforçaram a presença no terreno, desenvolvendo acções de sensibilização junto da população e missões de vigilância aérea.
Entretanto, entre a meia-noite e as 15h00 desta quinta-feira foram registadas 62 ocorrências relacionadas com incêndios rurais, que mobilizaram 1.995 operacionais, 537 veículos e 61 meios aéreos.
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Mário Silvestre, alertou ainda que a descida das temperaturas durante a noite será muito reduzida nos próximos dias, dificultando o combate aos incêndios e aumentando o risco de propagação dos fogos.
Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o perigo de incêndio manter-se-á muito elevado ou máximo em grande parte do território continental ao longo dos próximos dias.
