O ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, referiu hoje estar convencido que as obras de transformação do IP3 em auto-estrada vão avançar brevemente. Castro Almeida, que respondia a uma intervenção do deputado do Chega eleito por Viseu João Tilly na Assembleia da República, referiu que “há uma determinação clara do Governo em avançar com a obra”.
“O senhor deputado falou de várias estradas, mas eu vou referir-me apenas a uma. A que liga Viseu a Coimbra. Passo lá muitas vezes e não se compreende porque razão não está feita. Houve alguma indefinição sobre o traçado no meio do percurso. Mas as Infra-estruturas de Portugal estão a trabalhar para escolher o melhor e acredito que em breve vamos avançar”, respondeu Castro Almeida, ignorando as referências de João Tilly ao IC6, IC7 e IC37.
O deputado do Chega tinha recordado, na sua intervenção, que o anterior Primeiro-ministro António Costa prometeu realizar a obra do IP3, lembrando a promessa de António Costa se demitir se uma coligação negativa descongelasse a carreira dos professores porque precisava desse dinheiro, 360 milhões de euros, para essa obra. Mas João Tilly questionou também o ministro sobre qual era sua ideia de Coesão Territorial e se ela passava “pela construção dos ICs projectados nos anos 90, que ligariam Coimbra à Covilhã e a Serra da Estrela à Covilhã”. “E o IC6? É provavelmente o único itinerário do mundo que termina numa floresta, onde ficou em 2010. Pouco antes das eleições foi prometida mais uma vez a sua construção. Vai ser construída finalmente?”, questionou. O governante, contido, ignorou estas perguntas.
João Tilly lembrou ainda que o interior do país está cada vez mais abandonado. Prometem-se auto-estradas. Promessas que nunca se concretizam. E aquelas regiões estão cada vez mais despovoadas. Falta cultura, transportes e agora saúde. Esta é zero. Temos ambulâncias e edifícios com fartura. Mas faltam médicos e condutores. Foi este o legado de cinco governos PS, dois de Sócrates e três de António Costa”, atirou o deputado, sublinhando que a população do interior acaba por pagar os transportes e serviços públicos dos grandes centros urbanos, dos quais não tira partido. Manuel Castro Almeida optou por não abordar estes temas.
