A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes anunciou ontem em Oliveira do Hospital que o Governo vai aumentar o apoio aos produtores de ovelhas típicas da Serra da Estrela (Bordaleira e Churra Mondegueira) em cerca de 60 euros por cabeça, para 160 euros anuais, como forma de estimular a produção de queijo. A governante assegurou ainda que no próximo plano de investimentos será possível incluir a aquisição destas ovelhas responsáveis pelo queijo Serra da Estrela.
Maria do Céu anunciou ainda que a partir do próximo ano nos planos de investimento vão passar a passar a ser elegíveis a aquisição de raças autóctones e que haverá um aumento de 30 por cento ao rendimento de quem trabalha na área do queijo Serra da Estrela. “O objectivo é fixar pessoas e aumentar a produção de leite e queijo certificado DOP. Estamos a procurar dinamizar esta actividade. Queremos estimular, efectivamente, a produção de queijo da Serra [da Estrela]”, que é considerado “um grande activo” do território, e “acrescentar valor à economia de regiões” como aquela “onde o queijo é produzido”, concluiu.
A ministra da Agricultura também referiu que, após dois meses de “seca severa e intensa”, com a chuva que tem caído e continuará nos próximos dias, de acordo com as previsões, será possível recuperar as culturas de Primavera e de Verão. “Vamos conseguir ter, a todo o tempo, as medidas necessárias e suficientes para também podermos apoiar os agricultores”, disse.
A governante assegurou também que a crise provocada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia está a ser acompanhada pelo Governo português para ter os instrumentos necessários para ajudar o sector, como já foi feito em relação à energia e aos combustíveis. Maria do Céu Antunes adiantou que na segunda-feira terá uma reunião com as confederações do sector.
“Para poder não só apresentar aquilo que já hoje podemos fazer com segurança, mas também para podermos discutir com o sector outras medidas que a todo o tempo possamos fazer, até porque, dia 21 de Março, temos Conselho de Ministros de Agricultura da Europa (…). É nossa expectativa que a Comissão Europeia possa trazer medidas concretas para podermos continuar a apoiar as medidas de estabilização do mercado”, adiantou. Reafirmou também que, devido ao actual conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, não haverá racionamento de alimentos no país e a situação está a ser acompanhada e monitorizada.
“Mas também quero dizer aos portugueses e às portuguesas que nós saímos de um ano particularmente bom em Portugal, onde fomos recorde na produção de azeite. E, portanto, estamos numa situação confortável na produção de óleos alimentares”, concluiu, num dia marcado por muita chuva que teve reflexos no desempenho da Festa do Queijo, com muitos expositores a queixarem-se de menos visitantes e de menos compras.
