Nós até fomos levados a pensar que a pandemia da Covid já tinha terminado em Fevereiro que a grande comunicação social e as cabeças “inflamáveis” só davam guerra na Ucrânia até ao vómito tal tem sido a propaganda e os exageros acéfalos transmitidos dia e noite.
Esclareça-se que esta apreciação não invalida uma outra, e mesmo a principal em matéria desta guerra trágica e muito perigosa. É uma guerra que não devia ter começado e já devia ter acabado! Tem causas e causadores principais – para além da Rússia e da Ucrânia – e entrar em autênticas guerras de palavras para medir a diferença de responsabilidades entre todos eles não resolve os problemas tremendos em presença e nem sequer ajuda a resolvê-los. Portanto, calem-se as armas! Só a PAZ vale a pena!
Covid volta a atacar!
Que é feito de alguns dos principais meios públicos – práticos – de prevenção e combate?
Entretanto, a Covid apanha-nos entretidos e aflitos com a guerra e, por sua vez, ataca-nos com o seu “6º exército” de vírus a pontos de ameaçar fazer regredir o alívio que até há pouco se sentiu. Para nosso consolo, diz-se que estas variantes mais activas da Covid são menos letais que as anteriores e ainda bem. Porém, a pandemia ainda não terminou e está a recrudescer. É preciso dar-lhe combate e sem tréguas! Trata-se de um combate pela Vida e não de combate para matar (a não ser os vírus…). Eis, pois, uma “guerra” justa e indispensável!
Alto nível de contágio – incómodos vários – alteração dos processo de trabalho e da vida – saturação de “Urgências” e outros sectores do Serviço Nacional de Saúde – aumento dos números dos internamentos e dos óbitos em consequência directa e indirecta da pandemia.
Pois então que mais é preciso acontecer para que Governo e demais Órgãos de Soberania intervenham com eficácia? Para que mobilizem todos os recursos necessários, designadamente os práticos, para este combate à Covid enquanto esta ainda estiver mais “vulnerável” aos meios de diagnóstico, tratamento e controlo?? É que “mais vale prevenir que remediar” …
Perante o agravar da situação mais um sintoma prático
da “doença” de negligência institucional.
Sabe-se de altos índices de infecção Covid em várias Aldeias e falo do nosso Concelho sabendo também que outros vão pelo mesmo mau caminho.
Trago uma filhota pequena (7 anos) na Escola. Há dias chegou a informação – mensagem SMS – que era possível haver um surto de Covid nessa Escola pelo que os Pais se deveriam manter muito atentos a eventuais sintomas apresentados pelas Crianças. Obrigado! Sim, os Pais redobram a atenção até porque se trata da saúde e do bem-estar dos seus filhos! Mas como detectar a “olhómetro” a doença em quem estiver infectado sem sintomas?
Não pretendo assacar responsabilidades personalizadas nas nossas Escolas. Mas, entretanto, perante tanta ameaça, que medidas especiais e urgentes tomam o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde? E que alertas e apoios imediatos estão já a ser definidos pelo senhor Primeiro Ministro, pelo senhor Presidente da Assembleia da República e pelo senhor Presidente da República, de entre outros governantes? E a Covid a atacar…
A tática é aliás habitual. Tenta-se atirar para cima das Pessoas as responsabilidades pela Pandemia e pelo seu controlo e, de seguida, pela eventual falta de controlo…
A vacinação da População, sendo uma grande vitória, também não deixou de ter sido dificultada por atrasos e outras complicações lamentáveis durante o processo.
Entretanto, acabaram com os testes grátis à Covid. Não criam equipas móveis e especializadas para virem fazer testes de forma descentralizada, rápida e sistemática, por exemplo, a Lares de Idosos e de Acamados…às Escolas…etc.
Quantas mais Pessoas vão ter de sofrer e de morrer por causa da Covid para que isso aconteça?!
Aliás, em Oliveira do Hospital, os principais responsáveis – sabemos quem são – pelo fim das Urgências no Centro de Saúde, ainda não foram capazes de as reactivar enquanto continua a haver centenas de Munícipes sem Médico de Família. Um escândalo que nos deve indignar!
Só falam em guerra…
Só há (muito) dinheiro público para os armamentos e as guerras!
Está em debate na Assembleia da República o Orçamento do Estado para este ano. Ora aí está uma oportunidade para se reforçar, e bastante, as verbas públicas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)…para a Educação…etc, etc.
Porém, os principais governantes só dão” (politicamente) prioridade aos “investimentos” na guerra! Só destinam cada vez mais meios financeiros e militares para incendiar ainda mais a guerra! E contam-nos estórias, “made in USA”, para nos anestesiar com as autênticas tretas em torno da “defesa nacional” e da “democracia” … São manigâncias retóricas que ficam demasiado caras sobretudo em vidas humanas!
E a Covid a atacar também dentro das nossas fronteiras… “Segurança Nacional” é tudo aquilo que se faça – bem e rapidamente – para controlar a Covid desde logo em Portugal!
Basta de investimentos nos armamentos e nas guerras!
Sim, ao reforço das verbas e outros meios públicos mas para a “guerra” à Covid e à carestia de vida !!
Autor: João Dinis, Jano
