Correio da Beira Serra

Guerra no Irão. E outros países também vão? Guerra não!!! Autor: Carlos Martelo

Enfim, nós não somos bruxos nem temos a bola de cristal. Temos a experiência que esta vida atenta nos proporciona analisar e temos a visão «desintoxicada», passe a presunção.

Há já muito tempo, afirmávamos que os sionistas de Israel e os imperialistas dos EUA – com um tal Trump a porta-voz – queriam era atacar o Irão, o único país que no chamado Médio Oriente se opunha assumidamente aos desígnios fascizantes dos sionistas e ainda não tinha sido rebentado à bomba. Irão que tem muito petróleo e gás natural e detém controlo sobre o tal estreito de Ormuz por onde saem, em petroleiros, grandes quantidades do petróleo da região…

E tal como o previsto, este «duo maléfico» para utilizarmos palavras deles – Israel – EUA – lá invade o Irão (para já pelo ar) a bombardear e a matar quem apanham no rebentar das bombas. E enquanto isto acontece, dizem que matam iranianos à bomba porque…gostam muito deles e querem vê-los felizes…

Pretextos, arranjam eles às dúzias e os propagandeiam, dia a dia, noite a noite, através das redes da desinformação e seus «papagaios adestrados» para isso mesmo e que pululam na grande comunicação social, país a país, língua a língua, hoje também nas tais «redes sociais».

Quero afirmar que essas redes de desinformação são construídas, alimentadas e impostas por «especialistas» ao serviço das superpotências dominantes através de serviços secretos de «contra-informação e propaganda» que utilizam essas «redes» dirigidas à opinião pública incauta e até pretensamente mais informada. Se nos momentos mais críticos e antes quando se prepara intervenções de agressão militar, política ou ideológica sobre este ou aquele país e seu povo, se nessas ocasiões ouvirmos noticiários e comentadores, televisão a televisão, país a país do sistema, constataremos que o núcleo central das «notícias» e dos «comentários» alusivos tendem sempre para preparar a opinião pública para, assim, justificar a agressão em causa logo desde quando ela estiver a ser preparada/ultimada. No caso do Irão, nos últimos tempos, enquanto era incrementada e empolada, desde o exterior do Irão, a campanha de protestos de rua e independentemente das razões invocadas para tais protestos, oficialmente dizia-se que decorriam «negociações» a propósito do controlo do «programa nuclear» do Irão. Mas, enquanto isso, EUA e Israel concentravam, na região, forças militares muito agressivas e poderosas prontas para fazer a guerra…

E, de repente, entram nos bombardeamentos sobre território e cidades do Irão…. Abatem – dentro do Irão – militares e civis, homens, mulheres e crianças, abatem dirigentes políticos, militares e religiosos e gabam-se disso. Outorgam-se do direito a usar o poder de vida ou de morte sobre outros seres humanos assim como se fossem vingativos deuses guerreiros.

Nem seria necessário, mas, no correr da pena e para que não venham cá especular, também afirmo que eu não gostaria de viver no Irão e que não verto uma lágrima de pena por qualquer das várias vítimas iranianas de peso que foram «condenadas à morte» por bombardeamento. Mas não consigo deixar de me revoltar, dolorosamente, perante as centenas ou milhares de inocentes assassinados pelos mesmos bombardeamentos! Fim à guerra!

E aqui afirmo ainda que os chefes iranianos é que eram considerados de «terroristas», mas foram eles a morrer, rebentados à bomba, muitas vezes enquanto estavam em suas casas com as suas famílias!  E eles é que eram os «terroristas» ?!…  De facto, o maior terror vem do terrorismo de Estado, aquele que os sionistas de Israel e os imperialistas dos EUA permanentemente praticam pelo mundo inteiro!

E o próprio Trump não se coibiu em afirmar que e cita-se: – «quando pessoas insanas (loucas) têm armas nucleares, coisas ruins podem acontecer…». Pois não sabemos se se estava a referir aos líderes iranianos…ou ao presidente norte-americano Truman que ordenou o lançamento das bombas nucleares sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em (Agosto de 1945) …ou se se estava a referir a ele próprio, Trump, em antevisão paranóica…

Já estamos a pagar mais esta guerra…

E também já somos nós a pagar a dolorosa «fatura» do lucro dos «traficantes da morte» da indústria e do comércio dos armamentos e dos produtores do petróleo e do gás natural… Aí estão já os aumentos brutais nos combustíveis que, por norma, arrastam aumentos generalizados inclusive em bens de primeira necessidade.    Por causa disso, a nossa vida já «deita sangue» e ainda que não sejamos nós a ficar debaixo das bombas, pelo menos para já…

Esta guerra, sabe-se como começou, mas não se sabe como vai acabar. Sabemos bem que é preciso acabar com a guerra e antes que a guerra acabe connosco!

Guerra não! Em todo o lado e também no Irão!

 

 

Autor: Carlos Martelo

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