A modalidade saiu do FC Oliveira do Hospital e tem projectos para atrair jovens e abrir mais modalidades
O hóquei em patins vive novos tempos em Oliveira do Hospital. A secção de patinagem do FC de Oliveira do Hospital emancipou-se nos primeiros meses do ano. Ganhou uma nova designação (Associação Desportiva OH Sports), um número de contribuinte próprio e muita ambição. “Esta separação permite-nos outras aspirações. Não vamos estar na sombra do futebol, podendo concorrer a apoios que até este momento nos estavam vedados, bem como contar com sócios”, explica o presidente da nova entidade, Jorge Gouveia, sem esconder que entre os objectivos da actual direcção está a subida do clube da actual terceira divisão para o segundo escalão nacional. Mas a formação é considerada fundamental.
A Associação movimenta cerca de 140 atletas, sendo aproximadamente 90 jogadores de hóquei em patins e os restantes praticantes de patinagem artística, entre masculinos e femininos. O objectivo, contudo, é aumentar de forma significativa estes números, atraindo os mais jovens para a prática da modalidade, principalmente através do projecto “Crescer sobre rodas” em que a colectividade vai a seis jardins de infância do concelho fazer demonstrações de patinagem.
A vida não é fácil para quem pratica hóquei em patins no interior do país. A Associação de Patinagem de Coimbra conta apenas com três clubes e os aspirantes a estrelas da modalidade em Oliveira do Hospital têm sempre de fazer muitas dezenas de quilómetros para poderem competir. Têm de competir com equipas dos distritos de Aveiro, Leiria, Coimbra e Porto. “No mínimo 250 quilómetros, o que muitas vezes nos obriga a sair daqui vezes às seis da manhã porque alguns jogos estão agendados para as 10h00 e temos de nos apresentar uma hora antes”, sublinha Jorge Gouveia. “Oliveira do Hospital tem tradição na patinagem e conseguimos superar estes sacrifícios”, conta este dirigente que apela ao apoio por parte das empresas do concelho ao novo clube.
“Esse apoio é fundamental para o desenvolvimento deste projecto”, sublinha Jorge Gouveia, adiantando que esta direcção se prepara para juntar ao hóquei em patins e à patinagem artística novas modalidades como o skate e patinagem em velocidade. “Vamos ter um leque abrangente para os jovens que gostem destas modalidades”, explica, enfatizando que as crianças podem começar a praticar a patinagem aos três anos, decidindo depois por volta dos cinco anos se preferem o hóquei em patins ou a patinagem artística.
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Paralelamente à aposta na formação, o novo emblema de Oliveira do Hospital também aposta na subida de escalão da equipa sénior e numa maior profissionalização de todos os departamentos. Passou a ter novos elementos, entre outros, um coordenador técnico de todos os escalões, uma psicóloga, uma nutricionista e um treinador de guarda-redes. Foi também criada a equipa de sub-23 para colocar a jogar os atletas que posteriormente vão alimentar a formação principal. “Oliveira do Hospital já merece mais que a terceira Divisão, algo nunca conseguiu. Acreditamos que podemos subir. Estamos em segundo lugar na nossa série, temos nove vitórias e um empate”, conta.
O segundo lugar já garante ao clube o acesso à prova que reúne os segundos classificados das quatro
