E podereis entender melhor as motivações e a natureza do crime “contra a Humanidade” que o vitimou com quatro balas na noite de 8 de Dezembro de 1980, em Nova York.
Sim, já lá vão 42 anos desde o dia do assassinato (8 de Dezembro de 1980) de John Lennon, em Nova York, e eu quase que deixava passar esta data sem o assinalar o que seria imperdoável.
John Lennon foi um dos maiores expoentes mundiais da música e do espectáculo – foi fundador, compositor e intérprete de “Os Beatles” porventura a mais importante e influente banda musical de todos os tempos. Prosseguiu a “solo” e em parceria com sua última companheira, Yoko Ono, com quem acentuou, criativamente, posições de ostensiva “contra-cultura” face ao sistema dominante, posições seguidas por milhões de seres humanos a começar pelos jovens.
John Lennon foi um artista inspirado e inspirador e, para mim, com um talento verdadeiramente notável.
Foi também um pacifista convicto e actuante, desde logo durante o período mais crítico da guerra movida pelos EUA contra o Vietname. E prosseguiu nessa linha até ao assassinato. Também cantou e homenageou o Amor como poucos o fizeram.
— “All you need is love” (Tudo o que precisas é Amor – 1967), logo seguida por “Give Peace a Chance“ (Dêem uma oportunidade à Paz – 1969) e as célebres “conferência” em duo – John e Yoko – sobe o lema “War is over if you want” (a guerra acabou, se tu quiseres – 1971).
— E integrou e transmitiu, também com Yoko, esse maravilhoso hino à Paz e à Humanização:- o icónico “Imagine” – “Imaginem toda a Gente compartilhando o mundo inteiro…imaginem que não há fronteiras nem nenhum outro motivo para matar ou morrer… imaginem toda a gente vivendo a vida em paz”. Já fui (re)ouvir pela “milésima” vez… Aqui asseguro, até em homenagem a John Lennon, que nestas coisas da Paz e do Amor, ele não é mesmo o “único sonhador”, embora tenha dado criatividade, rosto e voz a esse sonho como poucos.
E, “imagine”, que nos cantaria e diria, tão mais, John Lennon caso continuasse vivo entre nós, nestes tempos tão conturbados e perigosos ? Sim, que cantaria, que nos diria ele na sua luta artística, humanista, contra os inimigos do Amor, contra os senhores das guerras, contra os mandantes dos matadores de inocentes ??
Aqui afirmo que John Lennon pagou com a vida essa sua intervenção artística, a sua missão mais global como pacifista que considerava ser-se feliz em paz como um direito individual e universal a concretizar.
Foi a mão de um tal Chapman que disparou os tiros que liquidaram John Lennon mas em última análise foi o sistema opressivo e bélico dominante que “bateu palmas”, satisfeito com o seu assassinato.
Tal como Cristo, John Lennon foi insuportavelmente subversivo para o sistema dominante. Ambos foram assassinados. Mas ambos são eternos e luminosos e não estou a fazer comparações que “eles” e as suas circunstâncias são incomparáveis.
Viva a Paz e o Amor !!
Autor: João Dinis, Jano
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