A inscrição do “Processo de Produção do Barro Negro de Molelos”, um dos produtos mais conhecidos do concelho de Tondela, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial encontra-se em consulta pública desde hoje. Esta nova etapa da candidatura a património imaterial nacional vai durar 30 dias. O Património Cultural – Instituto Público terá depois de decidir sobre o pedido de inventariação da louça preta de Molelos no prazo de 120 dias após a conclusão do período de consulta pública.
A candidatura do “Processo de Produção do Barro Negro de Molelos” a património imaterial nacional foi apresentada pelo Município de Tondela em Junho de 2023.
O projecto há muito desejado por todos os oleiros e poder local surge integrado na estratégia definida pela Câmara Municipal, liderada por Carla Antunes Borges que, no presente mandato, assumiu como prioritários, na área da cultura, o conhecimento, a salvaguarda e a valorização do património cultural, natural e humano locais.
“Este é um passo determinante neste processo de classificação do barro negro e que vem reforçar a importância que esta arte ancestral tem no concelho de Tondela”, afirma a presidente da autarquia, Carla Antunes Borges.
O pedido de inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial pretende reconhecer a relevância que esta actividade tem quer na economia local, quer no factor identitário do território.
Se a candidatura for aprovada, tal como o município deseja, o concelho de Tondela passará a ter dois bens classificados como património imaterial nacional. Na última quinta-feira (9 de Janeiro) a “Festa das Cruzes do Guardão” passou a estar inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
O Barro Negro de Molelos é desde Março de 2024 um produto artesanal certificado, estando inscrito no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas (RNPATC). Este processo também foi liderado pela Câmara Municipal de Tondela.
Molelos, que é uma freguesia do concelho de Tondela, tem actualmente em actividade sete oleiros que mantêm viva esta tradição secular e que fazem da localidade o principal centro da olaria negra em Portugal.
