"Acabou-se a miragem, passamos a ver uma realidade. O anseio de anos e anos materializa-se relativamente à variante a Tábua e ao IC6”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Tábua, reconhecendo a “capacidade de trabalho e inteligência” de Paulo Campos, que tem “demonstrado especial atenção pelo interior do país”.
Na presença da maioria dos autarcas da região da Beira Serra e Planalto Beirão – Oliveira do Hospital, Arganil, Carregal do Sal, Tondela, Penacova, Seia, entre outros – Ivo Portela deu conta ao governante de que ali se encontravam “as parcerias privilegiadas” para o trabalho que se vai desenvolver: “autarcas, agentes económicos, sociais e culturais da região que sempre ansiaram para que este dia se concretizasse”. Portela elogiou ainda o facto de Paulo Campos ter avançado com o IC6, mesmo ainda antes de estar escolhida a proposta final que envolve a continuação daquele troço e a construção dos IC 7 e 37 .
“O que é preciso é começar e depois do começo, rapidamente os autarcas e as partes interessadas se entendem relativamente às direcções para a Serra da Estrela, Covilhã, A25 e outros destinos”, considerou.
O autarca tabuense não deixou também de se mostrar satisfeito por “de uma única assentada”, o concelho de Tábua ouvir falar de “de uma verba tão grande”. “Não é nenhuma brincadeira, em moeda antiga são 16 milhões de contos”, notou.
“Uma assentada” que Paulo Campos justificou como sendo uma “função” do Governo e com a qual já “havia compromissos”. E, aos autarcas presentes no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tábua deixou claro que “não se faz mais”, porque “não há estudos disponíveis que o permitam”. “Logo que os estudos estejam terminados, lançaremos mãos à obra e não perderemos tempo”, referiu o governante, notando que a prioridade do governo é de dotar o distrito de Coimbra de “melhores acessibilidades”.
Confessando-se particularmente “feliz” com os avanços esta tarde registados em Tábua, Paulo Campos considerou que “a partir de hoje estão dados os passos fundamentais para dizer que finalizou o isolamento destas terras”. “Vamos estar mais perto do mundo, com mais conforto, mais tempo e melhores condições de circulação”, referiu.
Mas advertiu: “Eu cumpri, agora cabe aos autarcas, empresários e agentes económicos e sociais fazer o resto e aproveitar bem estas acessibilidades”.
novo troço do IC6 compreende 17,2 km, num investimento que ultrapassa os 46 milhões de euros, com um prazo de execução de 540 dias. A expectativa do governo e da empresa Estradas de Portugal é de que o IC6 entre em obra no início do terceiro trimestre de 2008 e que fique concluída no final de 2009.