O novo presidente da Concelhia do PSD de Oliveira do Hospital considera que está na altura daquela estrutura do partido acabar com “as desavenças e conflitos internos” e lutar para reconquistar uma autarquia que tem canalizado verbas fundamentalmente para a “promoção de egos”, em “detrimento de obras estruturantes”. João Brito que falava, no sábado, perante uma plateia que encheu por completo a sede local do partido, para assistir à sua tomada de posse como novo líder da organização local social-democrata, apelou ainda à contribuição de todos para “reerguer o partido” e apresentar “uma equipa de pessoas motivada, mobilizada e identificada com programa e com o candidato autárquico”.
“Estaremos sempre disponíveis para receber todos aqueles que queiram expor as suas ideias, apresentar as suas sugestões e projectos para o partido”, referiu no seu discurso, sublinhando que “nem sempre” poderão “estar de acordo, mas certamente haverá espaço para cada um manifestar as suas convicções e ou debater as suas ideias”. “O partido precisa de todos para voltar a ser grande e vitorioso, apesar das dificuldades, desafios e constrangimentos que temos pela frente nos próximos dois anos”, frisou.
João Brito e a sua equipa prometem criar uma alternativa ao actual poder existente no concelho que, na sua opinião, tem sido o oposto da liderança social-democrata que durante anos “ajudou a desenvolver” o concelho. “Enquanto se pagava dívida herdada, edificaram-se as obras que se encontram espalhadas não só pela cidade, como por todas as freguesias do concelho”, disse, antes de apontar o dedo ao actual executivo liderado por José Carlos Alexandrino. “A gestão dos nossos dinheiros é hoje feita de maneira bem diferente. É canalizada para políticas que se prendem com meras actividades de entretenimento da população, e de promoção de egos, as quais alimentam uns em detrimento de outros”, sublinhou.
Salientando que o PSD concelhio necessitava desta renovação, tal como tem acontecido no PSD nacional, prometeu ainda “inovação, capacidade estratégica e de decisão, para evitar que erros como os que se cometeram no passado se possam repetir no futuro”. “Vamos descentralizar as nossas actividades políticas indo junto dos nossos militantes e dos nossos simpatizantes, residam eles na cidade, nos bairros ou nas freguesias rurais, para que tenhamos um aprofundado conhecimento dos problemas, das necessidades, e, também das potencialidades das populações e dos seus territórios”.
“Queremos ceder terrenos para empresas e não para que cresça lá apenas vegetação”
João Brito salientou igualmente que Oliveira do Hospital necessita do PSD, de uma oposição firme e segura que consiga defender os interesses de todos os oliveirenses. “Precisamos de captar investimento, precisamos de gerar emprego e riqueza, em detrimento dos oásis de subserviências partidárias empobrecedores do concelho”, explicou, enfatizando que o objectivo é atrair investimento dinâmico. “Queremos que criem postos de trabalho e riqueza no nosso polo industrial, e não ceder terrenos para que neles nada cresça, a não ser vegetação”, rematou, numa critica à forma como o actual executivo municipal tem atribuído alguns espaços.
“Chega de política de pão e circo”
Prometendo que a JSD será uma estrutura próxima dos jovens, que não ficará calada perante problemas sérios como o desemprego jovem “doa a quem doer, seja ao partido A ou B”, António Cruz lembrou que há jovens que saem do concelho em busca de emprego e nunca mais regressam. “Este tipo de acontecimentos tem de ser contrariado e a única forma de o fazer é através da adopção de políticas de capitalização de postos de trabalho, da criação de estímulos à fixação de empresas no concelho e à criação do próprio emprego”, referiu antes de lançar fortes criticas às políticas do actual executivo que apelidou de “pão e circo”. “O executivo socialista que temos, e que se tem dado a conhecer, é aquele que governa em benefício de alguns em detrimento de muitos”, acusou António Cruz, para quem a equipa liderada por José Carlos Alexandrino “é aquele que governa de acordo com a conveniência de uma cor política e não de acordo com a comunidade que deveria servir”.
