O eleito pela CDU à Assembleia de Freguesia na União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira João Dinis solicitou hoje através de uma carta aberta informações sobre o andamento da primeira fase de vacinação em Oliveira do Hospital. Na missiva, dirigida à directora do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital e ao Presidente da Câmara Municipal, o autarca coloca várias questões e acusa a responsável clínica de nada divulgar “sobre um assunto da sua competência, que não é nem pode ser ‘segredo de Estado’, muito menos de Município ou de Ministério”. E refere que o presidente da Câmara Municipal apenas deu uma curta informação “intercalar”, em Assembleia Municipal, sobre alguns “números” de já vacinados nesse “Posto de Vacinação”.
João Dinis quer saber quantos foram os utentes convocados e quantos compareceram à vacinação, em Oliveira do Hospital? Quantos com mais de 80 anos e com mais de 50 anos e “patologias associadas “? “Quantos os já vacinados com a 1ª toma da Vacina? E com ambas as duas tomas ? Com que Vacinas está o processo a andar ? Em resultado das últimas ‘complicações’ com falta de Vacinas e com a suspensão temporária da AstraZeneca prevêem haver (ou não) atrasos na Vacinação?”, questiona, procurando também saber quando prevêem que termine este período dito da ‘1ª fase de Vacinação’ e como vão proceder para vacinar aqueles idosos, e outros, “e vão ser bastantes, que não compareçam à vacinação neste mesmo período?”.
O elemento da CDU lembra ainda que comunicação social tem divulgado, quase diariamente, números nacionais relativos ao ritmo de vacinação. “Por que especial razão é que não há números desses para o concelho de Oliveira do Hospital ? Será para ocultarem índices reais e comprometedores das Entidades da tutela quanto ao processo da Vacinação neste Município ?…”, continua, frisando que deu conhecimento desta “carta” à Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, à ministra da Saúde e à presidente da Comissão de Saúde da Assembleia da República.
“Tomo a liberdade de apelar para as Entidades Públicas supra mencionadas e a quem se dá conhecimento deste “requerimento”, no sentido de tudo fazerem, no âmbito das respectivas responsabilidades e competências nesta matéria, para intervir com o objectivo de me serem facultadas as respostas que requeiro e o mais rapidamente possível”, explica, sublinhando que “as entidades em causa têm o dever de me informar sob pena de tornarem legítima uma preocupante dúvida, crítica, quanto à (falta de) eficácia do processo”, remata.
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