José Miguel Ramos Ferreira, gestor de Turismo na Fundação ADFP e presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Miranda do Corvo, apresenta-se como candidato à liderança Distrital de Coimbra do PSD, cujas eleições estão marcadas para 20 de Abril. O lema da sua candidatura é Novo impulso. José Miguel Ramos explica este slogan com a necessidade de devolver ao partido em Coimbra a influência que teve no passado. Enfatiza que actualmente há um vazio evidente na actuação do partido em Coimbra, marcado pela falta de posicionamentos políticos da Comissão Política Distrital e pela ausência de reflexão e iniciativas próprias.
“As minhas prioridades passam por inverter o actual estado de irrelevância política do PSD em Coimbra, vencer as eleições autárquicas, reflectir sobre o papel do partido no distrito adequado a 2024 e construir um programa para a região, que respeite as suas múltiplas facetas sem esquecer a coesão territorial. Para isso, é essencial envolver todas as partes interessadas na região, incluindo universidades e instituições locais, na construção deste plano de desenvolvimento para Coimbra”, explica, salientando a inercia de quem ultimamente tem liderado a Distrital.
“Não se compreende que esta comissão não tenha tido, por exemplo, um comunicado sequer sobre o estado em que se encontra o IC6. É necessária uma transformação no PSD de Coimbra, uma transformação estrutural”, explica, sublinhando que o partido tem de ganhar mais Câmaras Municipais no distrito, como, por exemplo, Tábua e Oliveira do Hospital”. “O PSD deve trabalhar para aumentar o número de autarcas, conquistando mais Câmaras e Juntas de Freguesia. Para isso, o PSD precisa de uma mudança significativa, ganhando relevância a nível nacional para atrair talentos de dentro e fora do partido”.
Referindo que é importante que o PSD intervenha publicamente, criando espaços para que os membros demonstrem as suas qualidades e convicções, e para atrair participantes externos, José Miguel Ramos refere que sob a sua liderança a nova Distrital terá de recuperar a capacidade de influenciar o país e reivindicar nas mais variadas áreas serviços e estruturas para a região.
José Miguel Ramos não esconde que a derrota da AD no distrito para as legislativas foram um incentivo para avançar com esta candidatura. “Já ponderava esta possibilidade com algumas pessoas, tinha percebido a minha capacidade de agregar várias sensibilidades dentro do partido, mas quando olhei para o panorama legislativo, senti que o PSD distrital actual é um partido isolado, que deixa demasiadas pessoas com qualidade de fora. É um partido fechado, que não valoriza a qualidade dos militantes nem procura abrir-se à sociedade civil”.
E aponta dados factuais. “Quando olhamos para o panorama nacional e percebemos que de Santarém para cima, Coimbra é o único distrito rosa do país, temos que ficar preocupados. O PSD não pode ganhar eleições em Coimbra se o que tiver para apresentar aos eleitores for este vazio completo”, conta, salientando que no seu mandato vai apanhar as eleições autárquicas e que o seu objectivo é conquistar mais Câmaras Municipais. “Temos de mostrar aos eleitores que os concelhos geridos pelo PSD são mais dinâmicos”, conclui.
Mónica Quintela na Comissão de Honra e ex-ministra Margarida Mano é Mandatária da Candidatura
José Miguel Ramos apresentou ontem a Mandatária da sua Candidatura, assim como a Comissão de Honra, a qual conta com várias personalidades, como a advogada e ex-deputada Mónica Quintela e é liderada pelo ex-líder parlamentar do PSD na Assembleia da República Paulo Mota Pinto. A Mandatária da Candidatura é a ex-ministra Margarida Mano.
“São pessoas de qualidades ímpares, com história e sensibilidade diversa, mas que julgo mostrarem bem a força que o PSD pode recuperar. Mudar o PSD no distrito de Coimbra, implica capacidade de agregar a experiência, a competência, o profissionalismo e a juventude do distrito de Coimbra. Para recuperarmos a relevância e a alma do PSD no distrito de Coimbra precisamos de um partido aberto e dinâmico, capaz de valorizar os seus militantes e que ambicione atrair novos protagonistas”, ressalvou o candidato.
“Desde o primeiro momento, assumi o dever, a responsabilidade e o empenho político em agregar, somar e fazer crescer, motivando mais companheiros sem abdicarmos de envolver a sociedade civil, as empresas e a academia. É este o espírito que nos move e que, com muito orgulho, me permite apresentar a Mandatária da Candidatura e a minha Comissão de Honra. São pessoas de qualidades ímpares, com história e sensibilidade diversa, mas que julgo mostrarem bem a força que o PSD pode recuperar”, frisou.
Mandatária da Candidatura:
Margarida Mano
Comissão de Honra:
Paulo Mota Pinto – Coimbra
Alexandre Gomes da Silva – Coimbra
Eduardo Teixeira Neto – Lousã
Estácio Florido – Penacova
Fernando Almeida – Coimbra
Fernando Antunes – Penela
Fernando Pedro Almeida Baptista – Coimbra
Helena Moura Ramos – Coimbra
Helena Teodósio – Cantanhede
Hermano Nunes de Almeida – Pampilhosa da Serra (independente)
Joaquim Sousa – Figueira da Foz
José Belo – Coimbra
José Redondo – Lousã
Madalena Abreu – Coimbra
Manuel Castelo Branco – Coimbra (independente)
Marcelo Nuno – Coimbra
Maria Fernanda Franca – Lousã
Mariano Pego – Coimbra
Monica Quintela – Coimbra
Paulo Barradas – Coimbra (Independente)
Paulo Veiga e Moura – Coimbra (Independente)
Pedro Machado – Montemor-o-Velho
Pedro Saraiva – Coimbra
Requicha Ferreira – Coimbra
Sousa Martins – Coimbra
Vítor Lobo – Coimbra
