Um homem contactou hoje três escolas e o Hospital de Viseu, ameaçando que tinha uma caçadeira e ia matar gente. A ameaça mobilizou dezenas de elementos das autoridades e o suspeito está retido na PSP de Viseu para averiguações e alega que o telemóvel de onde foram feitas as chamadas lhe foi roubado.
“Tenho uma caçadeira e vou matar toda a gente”. Esta terá sido a frase que foi dita ao telefone pelo homem. O suspeito contactou as instituições através do telemóvel com número identificado, o que permitiu que a PSP localizasse o detentor do número, tendo sido depois encaminhado para a esquadra.
Trata-se de um jovem que está retido na PSP e que terá dito que quem ligou lhe roubou o telemóvel e estava a usar o número. O rapaz, que estuda em Viseu, foi apanhado enquanto treinava num ginásio na cidade. A polícia está agora a seguir várias linhas de investigação.
As ameaças foram feitas ao início da tarde, praticamente seguidas, para o hospital e para a Escola Básica Mestre Arnaldo Malho, a EB 2,3 Infante D. Henrique e à Escola Secundária Alves Martins. “Não foi necessário interromper as aulas”, disse ao Jornal do Centro, o director da escola secundária, Adelino Azevedo Pinto. “Com ponderação e calma, embora tenhamos que desconfiar sempre que há um fundo de verdade, a polícia mobilizou os meios. Não foi preciso tomar medidas mais drásticas”, explicou o director. O mesmo, segundo aquele jornal, acrescentou que, quando contactada, a polícia disse “que podia ter sido uma situação preocupante, mas foi logo despistado por se perceber que era falso”.
Já no Hospital de Viseu, quando receberam o telefonema o mesmo foi participado à PSP e mobilizada a equipa de segurança. “O Centro Hospitalar Tondela Viseu comunicou a situação de imediato às autoridades competentes, reuniu os elementos da segurança interna e ficou a aguardar indicações. Não foi necessário encerrar o serviço e foi reforçada a vigilância ao hospital por parte da PSP”, disse fonte do CHTV.
Fonte da PSP confirmou as ameaças e que foram mobilizados para os locais operacionais da esquadra policial, investigação criminal e equipa de intervenção rápida. “Neste momento estão a ser desenvolvidas as diligências necessárias”, reforçou a mesma fonte.
Um dos telefonemas foi feito para a escola Arnaldo Malho, de Rio de Loba, e quem actuou foi a GNR. Fonte contou ao Jornal do Centro que o estabelecimento de ensino recebeu uma chamada às 14h30 e que comunicou à Guarda, que é a sua área de intervenção.
De imediato foram enviadas duas patrulhas e equipas de intervenção, “mas a escola manteve o seu normal funcionamento”. “Começou-se a fazer trabalho de pesquisa e percebeu-se que a PSP tinha também na sua área de intervenção situações iguais”, contou a mesma fonte que destacou o rápido trabalho na partilha de informação. “Foi importante este trabalho conjunto”, acrescentou.
Ao final da tarde, mesmo com a saída dos alunos das escolas, o reforço e vigilância continuava a ser uma prioridade das forças de segurança que comunicaram a ocorrências aos comandos superiores.
Alguns pais que souberam do que se estaria a passar optaram por ir buscar os filhos, enquanto muitos outros nem se aperceberam do sucedido. “O meu filho saiu da escola quando acabou as aulas normalmente, viu polícia à entrada, mas não achou estranho porque é normal”, contou uma mãe.
