«Lá vem a Nau Catrineta – que tem muito que contar! – Ouvide, agora, senhores – uma história de pasmar – Passava mais de ano e dia – que iam na volta do mar – Já não tinham que comer – já não tinham que manjar».
Estimulado pelo que tenho lido na comunicação social a respeito do «Passadiço do Açude da Ribeira» (Rio Seia) e das espetaculares declarações sobre ele proferidas na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital pelo agora Presidente da Mesa, e inspirado nesse imaginativo monumento artístico que é o poema da “Nau Catrineta», ensaiei uma mini-paródia escrita que saiu como vereis abaixo. Tentem chegar ao fim da leitura e gostem, se possível… Vamos então.
«Lá vem o Passadiço do Açude da Ribeira – que dá muito que pensar! – ouvide, senhores, ouvide – uma história de primeira – sobre este monstro da Ribeira.
Passava mais de meio ano e dia – que no Açude água não caía! – Eis que surge um salvador – armado em pseudo-inventor – e com desfaçatez anuncia – Vai-se buscar água ao poço – que a tem lá bem guardada – Manda-se ess´água pra riba – e o Seia logo transborda – o Açude vai inundar – e o Passadiço justificar!
Acima, acima, ao Passadiço! – acima ao monstro municipal – vejam se vem água de Espanha – Ou lodo do Ervedal – Não vemos água, só lodo – que muito nos cheira mal!
Quem é o pseudo-inventor – que nos anda a enganar? – Ele é bi-presidente – e também é deputado – É um artista encartado – pretende ser rei cá da gente!
Fujam, que água do poço é tanta – que até nos deita a afogar!
Alvíssaras, meu povo em geral – Alvíssaras prás eleições – não se deixem enganar – por quem promete e não cumpre – o modo de aqui chegar! – Nem por terra, nem por rio – tem é falta de brio – e nós é que estamos a pagar!».
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Bem, basta de rimas à trouxa-mocha. Que delas lhes fique o sentido. E haja boa disposição.
Autor: Carlos Martelo
