Correio da Beira Serra

Ligação da rede de gás e hidrogénio entre Celorico da Beira e Zamora orçada em 350 milhões

O ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, disse hoje que Portugal será obrigado a fazer “reconversões da rede de gás para fazer chegar o hidrogénio das zonas de produção para Celorico da Beira e daqui para Espanha. Só a ligação terrestre entre Celorico da Beira e Zamora, em Espanha, com 248 quilómetros) está orçamentada em 350 milhões de euros. “Também do lado espanhol exigirá essas reconversões”, disse o governante em Alicante.

Em Portugal estão em causa as ligações de gás entre Figueira da Foz e Celorico da Beira e a de Monforte a Celorico da Beira, sendo que a primeira é a que tem, actualmente, um “potencial produtivo mais adiantado” e pode atrair “novos projectos de hidrogénio verde” além dos que estão já ali identificados, segundo Duarte Cordeiro. “Estas reconversões farão parte da candidatura [do H2MED a fundos europeus], da viabilidade económica deste corredor”, afirmou Duarte Cordeiro, que estimou o custo de adaptação da ligação entre a Figueira da Foz e Celorico da Beira em 120 milhões de euros.

O maior investimento serão os 2.500 milhões de euros anunciados pelo presidente do Governo espanhol, para a ligação submarina entre Barcelona e Marselha (BarMar, de 455 quilómetros). Juntas, as duas ligações constituem o projecto H2Med, como foi baptizado, que deverá estar operacional em 2030.

Segundo a informação hoje conhecida, o H2MED terá capacidade para transportar 2 milhões de toneladas anuais de hidrogénio verde entre Barcelona e Marselha e 750 mil toneladas entre Celorico da Beira e Zamora. Estas quantidades correspondem a 20 por cento do consumo de hidrogénio verde (H2) estimado em toda a União Europeia em 2030, o que faria deste projecto o primeiro grande corredor europeu desta energia.

Exit mobile version