A 35.ª edição da Feira do Vinho do Dão foi inaugurada esta sexta-feira, em Nelas, com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que destacou o papel da agricultura e da vitivinicultura na criação de valor e na dinamização de outras actividades económicas. O certame reúne 42 produtores da Região Demarcada do Dão e decorre até amanhã.
A sessão de abertura contou também com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e do secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha. Luís Montenegro visitou os produtores presentes no certame, acompanhado pelo presidente da Câmara de Nelas, Joaquim Amaral.
No final da sessão, Luís Montenegro defendeu que a agricultura e a vitivinicultura não devem ser vistas apenas pelo seu contributo para a soberania alimentar. Na sua perspectiva, a actividade do sector estende-se a outras áreas da economia, desde a prestação de serviços à indústria, contribuindo para a criação de emprego e para a capacidade de investimento das empresas.
“Quando nós apoiamos a agricultura portuguesa, a vitivinicultura, nós não estamos apenas a tratar de melhorar a nossa soberania alimentar, de tirarmos partido do potencial do nosso território”, afirmou o primeiro-ministro, acrescentando que estes sectores permitem também alimentar outras actividades económicas e colocar produtos portugueses em mercados internacionais.
Luís Montenegro lembrou ainda que tinha prometido visitar a Feira do Vinho do Dão e considerou que o certame permite mostrar actividades económicas com capacidade para criar valor e contribuir para a fixação de pessoas no território. Na mesma intervenção, referiu o potencial dos produtos da região para chegarem a mercados de todo o mundo.
Para o presidente da Câmara de Nelas, Joaquim Amaral, a presença do primeiro-ministro confere uma dimensão nacional à feira e reconhece a sua relevância económica e promocional. O autarca destacou a longevidade do certame, que a Câmara apresenta como a mais antiga feira de vinho do país realizada de forma ininterrupta.
O vinho é o centro da programação, com provas e iniciativas destinadas à divulgação dos produtores e dos seus produtos. Joaquim Amaral apontou também a criação de oportunidades de negócio e de investimento como um dos principais objectivos da feira, que procura aproximar a produção vitivinícola dos mercados.
A programação estende-se a outras áreas ligadas ao território, com iniciativas de gastronomia, música, teatro, exposições, animação de rua e actividades lúdicas e desportivas. Estão igualmente representados associações do concelho, sectores comerciais e artesãos.
A sessão solene serviu ainda para apresentar dois investimentos relacionados com o património vitivinícola local. A Câmara de Nelas destaca a requalificação do Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, que assinala este ano 80 anos de existência, e a intervenção no Museu do Vinho do Dão, em Santar, cuja inauguração está prevista para 11 de Novembro.
As primeiras horas do certame incluíram uma prova de vinhos conduzida pela enóloga Sónia Martins, da Pedra Cancela, uma iniciação à prova com Luís Miguel, da Caminhos Cruzados, e espectáculos de Zé Mágico e do Teatro Hábitos. O programa desta sexta-feira termina com o musical “ALTO”, pela Contracanto, e a actuação da DJ Zanova.
