Correio da Beira Serra

M.A.E. Autor: Fernando Roldão

O  leitor, deve estar a pensar e bem, que diabo de sigla é esta que nunca viu dentro das inúmeras que os nossos governantes nos brindam de vez em quando, mas mesmo assim com uma regularidade de relógio.

Não quero que fique intrigado ou pensativo, pois sei que já tem muitas coisas em que pensar e intrigantes.

Eles são peritos em siglas, algumas deles verdadeiros quebra-cabeças, estilo palavras cruzadas, desde os partidos até às instituições públicas.

Esta sigla pertence a um ministério, sem ministro, mas com muitos burocratas e especialistas, com tanta qualidade, que poucos portugueses se apercebem da sua existência.

Assim tenho o prazer de vos apresentar o Ministério dos Atestados de Estupidez e que trabalha a um ritmo verdadeiramente alucinante, pois são dezenas passados ao povo português diariamente.

É um ministério tão importante que os seus líderes máximos, estão nos mais altos cargos desta doente nação.

Os atestados são criados por eles, mas são os seus sabujos ou subalternos que os anunciam e carimbam.

Há sempre um servo pronto a satisfazer os caprichos dos seus senhores, na esperança de um louvor ou algo mais e é neste algo mais, que a porca torce o rabo.

O tema de hoje, apesar de ser sobre um ministério, tem como pano de fundo o caos criminoso que estamos a reviver pela quarta vez em oito anos (boa média;2 em 2 anos).

Um ministro, que mais tarde foi primeiro-ministro, passou- no um enorme rol de atestados de estupidez, com resultados catastróficos para todos nós e ainda hoje o estamos a sentir na pele.

Gastou, do nosso dinheiro, nunca sendo responsabilizado por isso, para comprar um sistema, infalível, que iria baixar drasticamente os incêndios em Portugal.

Trata-se do famigerado SIRESP( mais uma sigla) que quer dizer Sistema Integrado de Redes de Emergência  e Segurança  de Portugal.

A questão é que, concretamente, quer dizer outra coisa e mais explicitamente falando, Sistema Inventado para Roubar Este Sacrificado Povo.

Há mais, por exemplo SGIFR, que nas “boas intenções” dos nossos “pastores”, quer dizer Sistema Gestão Integrada de Fogos Rurais. Tanta conversa para não dizerem nada ou talvez sim. Será a Gestão dos Fogos para arderem melhor?

Na minha opinião, devem ter criados este Sistema para dar mais uns tachos aos amiguinhos que nada fazem para além de sugarem “o sangue fresco da manada”?

A minha leitura desta sigla é nem mais nem menos do que Sem Guarda Iniciamos Fogos Rurais?

Velhos tempos da Guarda Florestal, que em conjunto com os falecidos Cantoneiros, ajudavam na vigia, prevenção e ordenamento territorial local, alargado ao todo o território nacional.

Convenhamos que o estado actual deste regabofe, resulta destas siglas mudadas à pressa, mas com intenções bem delineadas, que servem os grandes projectos, que por coincidência surgem durante e depois da gestão dos fogos, que resultados práticos não são nenhuns.

Não adianta limpar, se a intenção é deixar queimar, forçar as pessoas a sair do seu Habitat, desmoralizar para que não venham mais cidadãos ou não, para substituírem os que fogem sem lutar.

Se o caso não fosse tão grave e sério, dava para preencher vários programas de “stand up comedy”.

O país está literalmente a arder e a arder, igualmente os bens e vidas de quem paga os luxos desta cambada de Ali babas, mais os seus queridos acólitos.

Militares na rua? Aos anos que se fala nisso, mas este ano eles apareceram, depois de tudo queimado.

Pedir auxílio à Europa que nos anda a sugar até ao tutano, só mesmo depois de tudo devastado.

O s senhores da Autoridade Nacional da Protecção Civil, são excelentes peritos em  a passar roupas cheias de medalhas, boinas de marujo ao lado e conferencias de especialistas em ensinar a fritar ovos sem recurso ao fogão tradicional, a gaz ou eléctrico.

Depois da casa queimada, lá pediram a esmolinha para ajudar o desgraçadinho, mas o verdadeiro, esse nunca irá receber aquilo que lhe custou a ganhar.

Uns bombeiros, também vitimas das boinas de marujo ao lado, contaram-me uma “anedota” de partir o “coco a rir”, então não é que os mandaram vir de Lisboa para ajudar, tendo saído de lá às 8 da manhã e chegado ao “primeiro cliente”, pasme-se, às 18 horas, mas pelo meio manaram-nos para um local, que a meio do percurso já não era e teriam que voltar para outro, que também acabou por não ser.

A Agencia Nacional dos Patetas Convencidos está mal gerida, falida e descredibilizada, por isso fechem a porta, entreguem o comando aos Bombeiros locais, verdadeiros conhecedores das zonas, heróis na luta contra os Mostrengos, que pululam nos corredores luxuosos dos salões, desfasados da realidade e inchados de vaidade.

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

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