O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndio de Midões (MAAVIM) acusou ontem as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de não terem resolvido de muitas famílias a seguir aos grandes incêndios de Outubro de 2017. “Após 66 meses à espera, pouco são os resultados das promessas”, conta um comunicado daquele movimento que diz continuar a reivindicar “ajudas para os lesados e à população afectada”.
O MAAVIM também não parece convencido da bondade da transferência de competências da Agricultura, Floresta entre outras. “As direcções regionais fizeram o trabalho dos levantamentos dos prejuízos, mas até hoje milhares de agricultores ou famílias nunca receberam nada. A floresta nunca foi alvo de ajudas, mesmo sabendo-se que veio dinheiro de Bruxelas para ajudar quem tudo perdeu”, sublinha,
“Estamos ainda à espera dos parques de Madeira, para entregar a madeira podre”, continua a missiva assinada por Nuno Tavares Pereira, o qual lembra que “hoje ainda existem milhares de agricultores que nunca tiveram qualquer ajuda, centenas de famílias que ficaram sem a sua primeira habitação e dezenas de empresas que nunca mais reabriram por falta de apoios”, diz, sublinhando que actualmente a neve tapa a falta de vegetação na Serra da Estrela. “Mas o negro persiste”, conclui.
