O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) chamou hoje a atenção para a diferenciação mesmo dentro destes territórios. O movimento lembra, no seu habitual comunicado mensal, por exemplo, que “as medidas abertas para colmatar os prejuízos no incêndio de Nelas” em 2023, só foram possíveis “após o protesto de várias entidades, entre as quais a MAAVIM”. Sublinham ainda que mesmo assim as medidas foram restringidas “às candidaturas do programa de restabelecimento do potencial produtivo 6.2.2.”
A MAAVIM deixa algumas perguntas no ar e acusa o Estado de tratar de forma diferente o que é igual em termos de direitos. “Porque é que o Estado continua a diferenciar estes territórios? Porque somos diferentes do resto do país? Onde estão os apoios aos agricultores, pastores e produtores Florestais?”, questionam, lembrando que a ministra da Agricultura “veio a Oliveira do Hospital em Novembro dizer que ia aumentar os apoios à criação de ovelhas bordaleiras, mas, segundo os responsáveis deste movimento continua sem se saber onde foi parar o dinheiro. “Os pastores aguardam há muitos anos por várias promessas para recuperar o que perderam nos incêndios de 2017. Prometeram vida para as nossas terras, para as nossas gentes e para a nossa economia. “Mas nada chegou”, acusam.
O movimento assegura que continuam dezenas de empresas por apoiar, centenas de Famílias sem as suas habitações e milhares de agricultores e produtores florestais sem ser ressarcidos de tudo ou de parte do que perderam em 2017 e nos seguintes anos. “Continuamos abandonados”, a missiva assinada pelo porta-voz da MAAVIM, Nuno Pereira.
