O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) pediu hoje, dia que marca o sétimo aniversário dos Incêndios de Outubro de 2017, que o novo Orçamento de Estado contemple o dinheiro prometido aos lesados daquela catástrofe que varreu a zona Centro. O MAAVIM lembra, em comunicado, que o Governo português anunciou mais de 600 milhões de euros para os lesados dos Incêndios de Outubro de 2017, mas que esse dinheiro não foi gasto na sua totalidade, ou porque o estado não o pagou, ou porque os lesados desistiram desses apoios por diversos motivos.
“A metodologia adoptada nestes incêndios de Setembro de 2024 são a prova de que se pode fazer melhor e com menos sofrimento para quem tudo perdeu”, sublinha a nota. Lembramos que esse dinheiro saiu do Orçamento de Estado, de donativos de portugueses e da União Europeia, a qual irá ser questionada acerca do paradeiro desses milhões. É urgente clarificar o que foi pago e quanto ficou por pagar”, insistem.
O MAAVIM acusa ainda a CCDR Centro de não actualizar os valores gastos desde 2023. “Milhões ficaram por entregar aos lesados ou foram gastos em construções que nunca avançaram. No caso da habitação desde 29 de Setembro de 2023, na Indústria desde 30 de Setembro e 2022 e na Agricultura desde 12 de Novembro de 2018. Existem também casos de outros episódios sem resolução, como os incêndios na Serra da Estrela em 2022, entre outros pelo país fora”, refere a nota assinada pelo porta-voz daquele movimento de defesa das vítimas dos fogos de 2017, Nuno Pereira.
“Queremos igualdade, justiça e que se termine com este processo que se arrasta há sete anos, sem os apoios chegarem a muitas famílias e empresas. Continuam dezenas de empresas por apoiar, centenas de famílias sem as suas habitações e milhares de agricultores e produtores florestais sem ser ressarcidos de tudo ou de parte do que perderam em 2017 e nos seguintes anos”, conclui a missiva.
