Correio da Beira Serra

MAAVIM quer verbas no OE para apoiar as vítimas dos incêndios de Outubro de 2017

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) lembrou hoje os seis anos sobre os grandes incêndios de 15 de Outubro de 2017 e acusa o Governo de ainda não ter feito chegar os apoios “devidos” a muitas das vítimas. Em comunicado, os responsáveis por aquele movimento exigem que o novo Orçamento de Estado esteja dotado das verbas prometidas aos lesados pelas chamas.

“Hoje lamentamos a perda dos que partiram naquele dia e de todos os que, entretanto, partiram sem os seus sonhos concretizados de terem o que era seu. Desde Outubro de 2017 que lutamos por ajudas aos lesados dos incêndios que tudo perderam. Desde 2017 que alertamos para a falta de cumprimento das promessas efectuadas por diversos membros governamentais e até da União Europeia, para as vítimas do incêndio mais rápido e devastador alguma vez registado em Portugal e no Mundo”, começam por referir, frisando que só o Governo português prometeu 600 mil euros. “Mas esse dinheiro não foi gasto na sua totalidade ou porque o Estado não o pagou ou porque os lesados desistiram desses apoios por diversos motivos”, contam.

“Posto isto, e como passaram seis anos, o Governo deveria cativar o valor que nunca pagou para lançar apoios aos lesados que nunca foram apoiados. Lembramos que esse dinheiro saiu do Orçamento de Estado, dos donativos dos portugueses e da União Europeia, a qual irá ser questionada acerca do paradeiro desses milhões. É urgente clarificar o que foi pago e quanto ficou por pagar”, sublinham. “Também alertamos que sejam impedidos os avanços da mineração nas áreas afectadas pelos incêndios de Outubro e que esse dinheiro sirva para revitalizar a economia de quem tudo perdeu em 2017”, pode-se ler na missiva.

“Continuam dezenas de empresas por apoiar, centenas de famílias sem as suas habitações e milhares de agricultores e produtores florestais sem ser ressarcidos de tudo ou de parte do que perderam em 2017 e nos seguintes anos”, refere. “Continuamos abandonados”, refere ainda o MAAVIM.

A região Centro foi a mais afectada pelos vários fogos que atingiram o país entre os dias 15 e 16 de Outubro de 2017, com um registo de 50 pessoas mortas e um rasto de destruição que se estendeu a mais de três dezenas de concelhos.

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