Correio da Beira Serra

MAAVIM volta a denunciar que há vítimas dos incêndios de 2017 que continuam sem habitação à entrada do nono Natal

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) voltou hoje a acusar as autoridades de falharem no apoio às populações afectadas pelos incêndios de Outubro de 2017, alertando que centenas de pessoas continuam sem habitação à entrada do nono Natal após a tragédia.

Em mais um comunicado divulgado hoje, a associação sublinha que, passados oito anos sobre os incêndios de 15 de Outubro de 2017, continuam por resolver situações básicas de acesso à habitação, apesar de mais de mil casas terem sido destruídas nesse dia.

A MAAVIM considera que as entidades que deveriam defender e apoiar as populações lesadas falharam, uma vez que ainda hoje centenas de pessoas permanecem sem a habitação que perderam nos incêndios. Segundo o movimento, há casos de casas reconstruídas que não correspondiam à residência efectiva dos proprietários, enquanto reconstruções de habitações onde as pessoas viviam foram chumbadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, CCDR Centro.

No comunicado, a associação afirma que os problemas se mantêm desde os primeiros Natais após os incêndios, agravados pelo facto de terem sido gastos milhões de euros sem que, segundo a MAAVIM, as famílias mais afectadas tenham sido devidamente apoiadas.

Entre as principais reivindicações, o movimento aponta as centenas de famílias que continuam sem casa e as habitações cuja reconstrução entrou em contratação pela CCDR Centro e que ainda não foram concluídas. A MAAVIM chama também a atenção para a situação dos agricultores e produtores florestais que nunca receberam apoios, quer por inexistência de candidaturas específicas, quer por falta de elegibilidade.

A associação denuncia ainda a ausência de qualquer apoio às empresas afectadas pelos incêndios, referindo que algumas acabaram por encerrar sem nunca terem recebido compensações.

A MAAVIM garante que continuará a reivindicar apoios para os lesados e para a população afectada, insistindo que, oito anos depois dos incêndios, a resposta pública continua por cumprir.

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