Nervos de aço e planeamento a prazo mais eficaz – precisa-se !
Assim deve ser perante o drama e os prejuízos provocados pelos violentos e extensos fogos florestais, agora também chamados de fogos rurais.
A preocupação e o “stress” sente-os intensamente quem tem por missão enfrentar o flagelo dos incêndios e sobretudo até quem se vê lá muito perto.
Daí ser legítimo extravasar essa tensão interior como fez o Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital durante uma reportagem televisiva em pleno incêndio junto ao Rio Alva e suas vertentes. Mas também é indispensável que o Presidente da Câmara, e também presidente da Protecção Civil concelhia, segure a calma e a confiança e as saiba transmitir a quem o ouve e vê para assegurar alguma serenidade geral perante a ameaça do fogo. E não foi isso que aconteceu durante essa reportagem televisiva e antes pelo contrário. O Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital transmitiu mensagens e imagens de si próprio completamente transtornado, fora de si. Assim não !
Aliás, deixou no ar, envolta em fumaça, uma insinuação grave sobre a descoordenação e a falta de meios no combate àquele fogo em concreto onde ele também andava. É aliás demasiado teatral aquela saída esbracejante com que terminou a sua intervenção televisiva… Até pareceu que se ia autoimolar nas chamas em protesto contra a descoordenação de que falava…
Mas pior foi ele ter deixado no ar uma forte crítica implícita também ao Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil da região de Coimbra, quando ele próprio, quando era Vice-Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, muito contribuiu para a nomeação do respectivo 2º Comandante distrital. Afinal como é ?…
De nossa parte, CDU, desejamos transmitir a nossa solidariedade activa a quem enfrenta o flagelo e sobretudo às vítimas.
Ao mesmo tempo, apelamos para que os responsáveis públicos pelas várias Entidades vocacionadas para o combate às chamas, se mantenham mais serenos para também assim serem mais eficazes na sua inestimável tarefa. Já nos basta a intensidade do drama para ainda por cima o transformar em terror…
E reafirma-se que mais vale prevenir que remediar. E que a prevenção de incêndios florestais/rurais deve ser feita sobretudo no Inverno…
