Correio da Beira Serra

Mangualde quer elevar romarias de ovelhas a Património Cultural Imaterial

Mangualde apresentou, na freguesia de Espinho, o projecto “Pelos Carreiros da Transumância”, iniciativa que pretende inscrever as romarias de ovelhas e rebanhos do concelho no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, valorizando a tradição pastoril e o seu peso no território.

A apresentação decorreu no âmbito do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores 2026 e assenta na preservação e projecção de uma actividade que mantém expressão significativa no concelho, onde existem, segundo a autarquia, cerca de 80 pastores, 1.800 ovelhas Serra da Estrela, cerca de 2.200 ovelhas de raças indeterminadas e 160 cabras.

A candidatura das romarias integra uma estratégia mais ampla de valorização da pastorícia, associada à produção de queijo da Serra, ao borrego e à prática da transumância, reconhecida como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Um dos momentos centrais da iniciativa está marcado para 21 de Junho, com a realização da Festa dos Pastores e da Transumância, no Monte Nossa Senhora do Castelo. O evento prevê a recriação da transumância, caminhadas com rebanhos, concursos temáticos, espaços de merenda, expositores de queijo e produtos locais, bem como animação cultural.

O projecto envolve pastores, juntas de freguesia, associações, comissões de festa, produtores e a comunidade, numa abordagem integrada de preservação do património cultural imaterial e de valorização da identidade local, com impacto também na atracção de visitantes.

Além das iniciativas públicas, a autarquia explica que estão também previstas medidas de apoio aos pastores para participação nas romarias, criação de materiais promocionais e uma estratégia de divulgação continuada.

A iniciativa define ainda como objectivos a sensibilização para o papel das pastagens e dos pastores na sustentabilidade ambiental e na segurança alimentar, a recuperação de ecossistemas degradados e o reforço do sector pecuário extensivo, enquadrando a cultura pastoril como factor de desenvolvimento rural.

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