A advogada, de 38 anos, que faleceu na última terça-feira, no concelho de Seia, onde residia, pode ter sido assassinada pelo marido, que posteriormente terá simulado o acidente de viação para disfarçar o crime. Rui Andrade foi detido ontem pela Polícia Judiciária da Guarda, uma vez que suspeita que a advogada Ana Rita Antunes poderá ter sido assassinada por espancamento, particularmente uma pancada na cabeça, e não devido ao acidente que deixou apenas ferimentos ligeiros em Rui Andrade.
A forma como ocorreu o acidente e o estado da viatura também servem para levantar suspeitas. Os investigadores não encontraram sinais de travagem do carro, a viatura encontrava-se quase intacta e a mulher, já morta, estava a alguns metros da viatura e com graves lesões e o marido, que a acompanhava, apenas com alguns arranhões. “Quando cheguei, soube pelos homens que chegaram primeiro, que os dois já se encontravam fora da viatura, com o marido a segurar o corpo da esposa, esta com uma ferida na parte esquerda da cabeça”, explicou o comandante dos Bombeiros Voluntários de São Romão, Serafim Barata, que no dia do acidente já tinha dito ao CBS na tarde do acidente que o corpo da advogada não tinha sido removido por as autoridades entenderem ser necessária uma investigação.
O acidente rodoviário, recorde-se, ocorreu na terça-feira no concelho de Seia, pelas 13h30, na estrada que faz a ligação entre as localidades de Furtado e Sandomil. E o detido vai ser presente, amanhã, ao tribunal de turno de Almeida, no distrito da Guarda, para efeitos de primeiro interrogatório e eventual submissão a adequadas medidas de coação.
