
O vereador José Francisco Rolo partilhou da opinião de Ribeiro de Almeida, louvando “todas as iniciativas socais concretizadas em todo o concelho”, mas também realçou os apoios que o Estado tem dado às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, notando que nalgumas freguesias – Lagares da Beira e Penalva de Alva, por exemplo – há até duas IPSS apoiadas pela Segurança Social. Acabou por sugerir o reforço de cooperação e de esforços entre instituições, bem como um olhar atento sobre a informação constante na Rede Social, como forma de se definirem prioridades. “Esta é que deve ser a boa prática e a atitude correcta”, frisou o vereador, aproveitando para propor ao executivo a realização da Carta Social do município.
“Já estou esclarecido sobre a não necessidade da Carta Social”
“Está errado. Essa obsessão com a Carta é um erro”, afirmou Mário Alves, adiantando que já se informou sobre o assunto com “gente credenciada” e a conclusão a que chegou é que “na prática, a Carta Social vai traduzir o mesmo que consta da planificação da rede”. Adiantou que a autarquia está a trabalhar – na fase de diagnóstico – no novo Plano de Desenvolvimento Social concelhio – o actual já caducou em Junho passado – e que o que lhe parece “óbvio” é que “em Oliveira do Hospital: Lares, calma!”. “Temos lar em Ervedal, Lagares, Travanca, Bobadela, FAAD, Serafim Marques, Santa Ovaia, Santa Casa da Misericórdia, dois em Avô, Aldeia das Dez, Senhor das Almas e Alvôco”, enumerou Mário Alves, reiterando que “é preciso ter calma”.
Rolo bateu-se em defesa da Carta Social, enquanto elemento de um conjunto de três passos que considera importantes em matéria de Acção Social: constituição de Comissões Sociais de Freguesia, Plano de Desenvolvimento Social e Carta Social. Dos três, Rolo apenas tem indicação do andamento do Plano de Desenvolvimento Social, porque o presidente da autarquia rejeita quaisquer indicações do vereador sobre Rede Social de Freguesias e Carta Social.
Mas, nem por isso, o eleito socialista deixa de esgrimir argumentos em defesa da Carta Social, por considerar tratar-se de um instrumento da Rede Social. Pegou no exemplo das candidaturas ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), que pelo seu número – cerca de nove – entende que “alguém perdeu o controlo das prioridades da rede”. Uma situação que Mário Alves disse não poder controlar, porque as IPSS são livres de avançarem com as candidaturas que quiserem. Rolo revelou-se adepto do “planeamento e da programação”, ao que o presidente da Câmara respondeu:”se alguém gosta de planificar sou eu”. Mas, rematou: “Eu já estou esclarecido sobre a não necessidade da Carta Social”.