Correio da Beira Serra

Mário Brito não garante equipa sénior do FC Oliveira do Hospital na próxima temporada

FC Oliveira do Hospital com triplo azar no arranque da Taça de Portugal

O presidente do Futebol Clube de Oliveira do Hospital disse ontem que não pode garantir que o clube se inscreva na Liga 3 na próxima temporada devido às exigências financeiras que este tipo de prova implica. Mário Brito, que falava em entrevista à Rádio Boa Nova, explicou que vai reunir com a Câmara Municipal oliveirense, “a qual tem apoiado incondicionalmente o clube”, para saber “com aquilo que pode contar”, bem como reunir com os sócios e contactar a indústria e o comércio do concelho. Destes contactos, frisa, dependerá o futuro da formação sénior do emblema que este ano assegurou a manutenção na Liga 3.

“O clube será aquilo que os oliveirenses quiserem”, salientou, assegurando que se, até ao fim de Maio, a actual direcção não tiver garantias de que haverá suporte para entrar e disputar a prova, os actuais directores não vão assumir a responsabilidade que depois podem “ter dificuldades em cumprir”. “Não posso assegurar que na próxima temporada exista equipa de futebol sénior”, enfatizou o actual presidente, sublinhando que as dificuldades são muitas e que a falta de infra-estruturas – o clube tem de disputar as suas partidas na qualidade de anfitrião em Tábua, o que se poderá manter na próxima temporada ­– e a distância para os grandes centros urbanos afasta possíveis investidores.

Mário Brito lembrou que as dificuldades que um clube como o FC Oliveira do Hospital enfrenta neste tipo de competição são enormes e admitiu que o orçamento da temporada que agora termina rondou os 350 mil euros. “As exigências são muito grandes e o clube, por si só, não tem condições financeiras para suportar mais um ano na Liga 3. Os custos exigidos em termos logísticos e de preparação de todo o clube para poder participar neste escalão são demasiados para um emblema desta dimensão”, constatou Mário Brito, para quem a Liga 3, apesar de não ser uma prova totalmente profissional, obriga a ter pessoas a tempo inteiro “porque os dirigentes têm a sua vida profissional”. “É muito complicado acompanhar diariamente as necessidades de uma equipa da Liga 3 e os actuais apoios que temos são manifestamente insuficientes”.

O presidente do clube reconheceu ainda que enquanto não tiver as garantias necessárias não vai tratar do substituto do treinador Tó Zé Marreco, que saiu. “O treinador tomou essa decisão e compreendemos que pretenda um clube que lhe permita crescer. Não vamos tomar decisões sem garantir os apoios necessários”, sublinhou o dirigente e empresário, rematando que também só depois de existir uma definição em termos de suporte financeiro avançará para a renovação e contratação de jogadores.

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