Ainda se ultimam os trabalhos na fachada das instalações da antiga Renault, mas comerciantes e clientes já dão vida ao “provisório” mercado municipal de Oliveira do Hospital.
O velho edifício, situado do outro lado da Avenida Carlos Campos, vai entrar em obras de requalificação, e a solução encontrada pela autarquia foi a deslocalização para aquele espaço, onde na últimas semanas, foram criadas várias lojas, agora ocupadas pelos dois bares, ervanária e comércio de produtos alimentares. À entrada, do lado direito, encontram-se as duas bancas de peixe, ficando a área central reservada à venda de frutas e produtos hortícolas.
“O mercado estava a morrer a cada dia”, afirmou Maria Luísa Ferreira, peixeira, que nos últimos 30 anos se tem mantido fiel ao mercado oliveirense. Luísa peixeira, como é conhecida, não esconde a satisfação por a Câmara Municipal ter decidido avançar com obras na velha estrutura, onde “já nem havia quem vendesse, nem quem comprasse”. “Se não fosse o peixe, o mercado até já tinha fechado”, chega a constatar a comerciante, certa de que era o peixe que continuava a atrair clientes ao mercado municipal. Uma realidade que, Maria Luísa espera venha a mudar depois da obra feita.
Ainda que não conheça o projeto do novo mercado, a peixeira está certa de que o futuro espaço vai primar pela modernidade e, por isso, atrair mais gente. A própria faz questão de, por ocasião da inauguração, contribuir no sentido de atrair novos clientes. “Vou dar um quilo de peixe a todos os meus clientes”, promete, manifestando uma dupla satisfação pelas “boas condições” das instalações provisórias. “Aqui ainda temos melhores condições, porque o mercado estava um bocado degradado”, referiu, sem deixar de dar os parabéns ao presidente da Câmara Municipal pela atenção que tem tido para com o mercado. “Isto está parado por todo o lado, mas todos os dias nos vamos criando”, referiu a vizinha na banca do peixe, Lucília Santos, satisfeita também pelas condições provisórias.
Num espaço onde, as bancas de peixe, à direita, e os cafés, à esquerda, convidam a entrar, são os frescos que, ao centro, fazem as honras da casa. “O cliente vem, onde a gente estiver”, diz Maria Alice Cruz, certa de que não é por mudar de sítio que a sua banca vai perder clientela. Até porque, sabe a comerciante, o mercado vai regressar ao seu espaço, devidamente requalificado.
Num local, onde comerciantes convivem em verdadeiro espírito familiar, também José Licínio Dias se revelou satisfeito por poder vir a usufruir de um espaço com as devidas condições. “A ASAE veio cá há um ano e exigiu-me equipamentos modernos para a extração de fumos”, contou o lojista que, desde aquela altura nunca mais pode preparar petiscos que eram o principal atrativo do seu bar. Licínio Dias espera que o novo espaço já esteja dotado de todas as condições, para poder voltar a brindar os clientes com as saudosas iguarias, porque por agora limita-se às “sandes de queijo, ou fiambre”. Quanto ao espaço provisório que agora ocupa, o comerciante não deixa de se revelar satisfeito, quer no que respeita à localização, quer também à área que lhe foi disponibilizada e que é superior à que tinha no velho edifício.
No velho mercado já decorrem os trabalhos de remoção de algumas estruturas exteriores. O espaço vai dar lugar a um requalificado mercado, destinado a melhorar as condições de venda e compra de produtos, possibilitando até a componente cultural. Do projeto, que representa um investimento de perto de um milhão de Euros, também faz parte a construção da Central de Camionagem.
A requalificação do mercado, que já deveria ter arrancado no final de 2012, afigura-se como a maior obra do atual executivo municipal na cidade, sendo de prever a sua conclusão até às próximas eleições autárquicas, que deverão acontecer entre setembro e outubro de 2013.
