Correio da Beira Serra

Miguel Pinto Luz questiona em Gouveia: “Quanto custaram a Portugal décadas de obras adiadas?”

“Quanto custaram a Portugal décadas de obras adiadas?” Foi esta a pergunta colocada pelo ministro das Infra-Estruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, na manhã de sábado, 10 de Outubro, durante uma sessão sobre acessibilidades, ferrovia e habitação, realizada na Incubadora de Negócios de Gouveia, The Rock.

Na iniciativa, o governante destacou os investimentos previstos nas redes rodoviária e ferroviária do distrito da Guarda, defendendo que muitas das obras agora projectadas deveriam ter avançado há mais tempo.

Segundo uma publicação feita pelo ministro na sua página de Facebook, estão previstos cerca de 620 milhões de euros de investimento rodoviário no distrito da Guarda. Na ferrovia, Miguel Pinto Luz apontou a modernização da Linha da Beira Alta, num investimento de 675 milhões de euros, e referiu que o Porto Seco da Guarda está prestes a entrar em funcionamento.

O governante considerou que estas infra-estruturas vão reforçar as ligações entre o Atlântico e Espanha e contribuir para o desenvolvimento económico da região. Adiantou ainda que estão a ser preparadas novas ligações ferroviárias, no âmbito de uma estratégia integrada para as infra-estruturas de transportes.

Na publicação, Miguel Pinto Luz defendeu que os investimentos em infra-estruturas devem ultrapassar as divisões partidárias.

“Estas obras não têm cor partidária. São decisões que deviam ter sido tomadas há muito tempo e que fazem falta ao país”, escreveu o ministro.

O governante sublinhou ainda a importância da coesão territorial, defendendo que as populações do interior devem ter acesso a melhores condições de mobilidade e a oportunidades de desenvolvimento comparáveis às existentes noutras regiões do país. “Coesão territorial não é um slogan. É justiça e oportunidade para todos, em todo o território”, concluiu.

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