Correio da Beira Serra

Ministro das Infra-estruturas e da Habitação Miguel Pinto Luz promete avanço do IC6, requalificação do IP3 e início do IC31

Governante garantiu em Seia que o Interior será prioridade estratégica do Governo e defende uma política de “justiça territorial”

O ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou em Seia que o Interior será uma prioridade estratégica do Governo, destacando o avanço do projecto do IC6, a requalificação do IP3 com perfil de auto-estrada e que irá avançar o IC31, que ligará a A23, no concelho de Castelo Branco, a Monfortinho, facilitando a ligação rodoviária a Madrid (Espanha).

Durante uma sessão de apoio à candidatura de Paulo Hortênsio à Câmara Municipal, Miguel Pinto Luz criticou a centralização do Estado e o abandono dos territórios do Interior, sublinhando que o actual Governo tem vindo a concretizar obras estruturantes na região.

Entre os investimentos mais relevantes, o ministro apontou o lançamento do projecto do IC6 (que se encontra em Tábua), que permitirá melhorar a ligação de Seia aos grandes centros, a requalificação do IP3 com perfil de auto-estrada, ligando Coimbra a Viseu, e o avanço do projecto do IC31, que fará a ligação entre a A25 e Monfortinho, reforçando a articulação com Espanha.

Miguel Pinto Luz afirmou ainda que este Governo “não é de proclamações”, lembrando que o Interior tem sido “negligenciado, numa atitude estúpida do Estado Central ao ignorar metade do país”.

Perante militantes, autarcas, deputados e apoiantes da candidatura do PSD, o ministro afirmou que “num país tão pequeno, desperdiçar os recursos, o talento, o conhecimento, os recursos endógenos, a capacidade económica e empresarial do Interior é, no mínimo, estúpido”.

Além das estradas, Miguel Pinto Luz destacou outros projectos estruturantes, como a requalificação da Linha da Beira Alta e o projecto nacional “A Água que Une”, com a futura Barragem de Girabolhos, considerada estratégica para o desenvolvimento sustentável do concelho e da região. “Não basta construir estradas. Sem água, energia, escolas e saúde de qualidade, ninguém quer viver no Interior”, afirmou, defendendo uma abordagem integrada de “justiça territorial” que vá além da mera coesão.

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