Na retirada de Portugal para Espanha em direção a Cidad Rodrigo, as tropas de Massena fizeram-no pelo vale do Mondego.
Construído pelo exército francês para servir como posto de Comando e de Observação de Massena quando retirava, em 22 de Março de 1811, na terceira invasão francesa para Cidad de Rodrigo, perseguidos pela tropas de Wellington. Foi aqui que o invasor inimigo planeou e executou a sua defesa nessa retirada.
O vale do Mondego até á Guarda, foi sistematicamente ocupado por tropas luso-britânicas e por tropas francesas, que, alternadamente, utilizaram nos seus movimentos de combate.
Em Março de 1811, Massena esteve mais uma vez entre a região de Celorico da Beira e a Guarda, e do mirante dos Chãos controlou o movimento da retirada das suas tropas a caminho de Espanha com possibilidades de vigiar quem o perseguia. Massena escolheu a passagem pelo Vale do Mondego no intuito de fazer um reabastecimento logístico pelo facto da riqueza agrícola daquela região que saquearam e incendiaram, depois de se abastecer nas povoações e quintas dispersas pelo vale.
O mirante é uma obra de significado histórico, trata-se de uma mesa, em granito, com um mapa esquemático de localização de todas as povoações que dali se avistam. No canto superior direito existe um círculo que seria uma
Infelizmente, a pedra está impercetível devido ao efeito da erosão e do tempo. No entanto, é uma obra com valor histórico que merece ser preservada como algo simbólico das invasões francesas.
13 de Maio de 2021.
Autor: João Manuel Pais Trabulo
