Feliciano da Silva, poeta e benemérito natural de Travanca de Lagos, no concelho de Oliveira do Hospital, morreu aos 96 anos, deixando uma forte marca na vida cultural, associativa e social da freguesia. O corpo ficará em câmara ardente no Salão Feliciano da Silva, na sede da Liga de Travanca de Lagos, a partir das 18h00 desta quinta-feira, 4 de Junho. As cerimónias fúnebres realizam-se amanhã, 5 de Junho, pelas 17h30, na Igreja Matriz de Travanca de Lagos, seguindo depois o funeral para o cemitério local.
Nascido em Abril de 1930, Feliciano da Silva mudou-se para Lisboa aos 13 anos, onde desenvolveu a sua actividade profissional como empresário. Apesar de ter construído a vida fora do concelho, manteve sempre uma ligação próxima à terra natal.
Autor de vários livros de poesia, publicou obras como Amor, Ternura e Fantasia (2007), Ao Nosso Semelhante Dai um Sorriso (2011), Amar Não é Só Paixão (2013), O Amor Nunca Esquece (2015) e O Meu Lindo Jardim Florido (2017). Colaborou também com os jornais A Comarca de Arganil e Correio da Horta, da ilha do Faial, nos Açores.
A sua actividade cultural estendeu-se ao teatro amador, tendo escrito aos 20 anos a peça em um acto Deus Castiga. Em 2022 assinou ainda a letra de um tema interpretado pela fadista Kátia Guerreiro.
Reconhecido pelo espírito solidário e pelo apoio a diversas causas locais, foi sócio fundador da Liga de Melhoramentos e Iniciativa de Travanca de Lagos, instituição com a qual manteve uma estreita ligação ao longo da vida.
Numa nota de pesar, o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, e o executivo municipal destacaram o contributo de Feliciano da Silva para a vida cultural, associativa e social de Travanca de Lagos e do concelho.
Também a Junta de Freguesia de Travanca de Lagos evocou a ligação do poeta à sua terra. “A sua paixão por Travanca de Lagos não cabia no seu peito. Obrigado Sr. Feliciano, por tudo o que transpareceu nas suas palavras e nos seus livros, sobre a nossa Terra de Travanca de Lagos, o seu legado será eterno”, escreveu a autarquia, endereçando condolências à família e amigos.
