O “MUNDA, Movimento de Defesa do Rio Mondego” e a Associação Ambientalista AZU deixaram hoje um apelo a várias entidades, desde o secretário de Estado do Ambiente e da Energia, passando pelas Câmaras municipais de Nelas, Mangualde, Gouveia, Carregal do Sal, Santa Comba Dão, Oliveira do Hospital e Tábua, para acudirem “aos peixes e outras espécies que estão a morrer no Rio Mondego por falta de oxigénio, devido à poluição e à falta de caudais”.
“Como é sabido, a seca prolongada reduziu muito os caudais e as reservas hídricas também na bacia do Rio Mondego. Em consequência, a água praticamente deixou de ter corrente significativa e fica empoçada em trechos curtos e delimitados deste rio (e de outros)”, refere uma missiva da Munda, apontando concretamente as Caldas da Felgueira, uma instância turística e termal, onde este cenário é visível quer a montante quer a jusante da ponte que ali atravessa o Mondego e que liga os concelhos de Oliveira do Hospital e Nelas e distritos de Coimbra e Viseu.
“É aí muito visível a elevada concentração de poluição a pontos de a água ficar espessa e escura, mesmo malcheirosa… Um autêntico ‘nojo’!”, sublinham, adiantando que é “necessário drenar as águas empoçadas em especial as represadas”.
Consideram, por isso, “necessário tomarem-se providências urgentes, antes que se precipite uma mortandade generalizada!”. “É necessário fazer drenar águas em especial as represadas, para garantir a
Este movimento, além do referido secretário de Estado e autarquias, apelou também ao director da Administração de Região Hidrográfica do Centro (ARH) e à directora Regional do Centro do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) no sentido de realizarem uma intervenção que ajude a salvar a vida no Rio Mondego.
