Correio da Beira Serra

Município de Mangualde quer reaproveitar três mil toneladas de biorresíduos alimentares por ano

O município de Mangualde já disponibiliza o novo serviço de recolha selectiva porta a porta de biorresíduos alimentares a meia centena de restaurantes, cafés, cantinas de escolas, de IPSS e de indústrias, bem como a 150 habitações do Bairro da Imaculada Conceição. Os resíduos passam a ser transformados num composto orgânico, rico em nutrientes para fertilizar o solo.

A autarquia pretende reaproveitar três mil toneladas de biorresíduos alimentares por ano, o que representa 40 por cento das 7.500 toneladas de resíduos que o concelho produz anualmente. O projecto “Sou resto, mas ainda presto!”, gerido pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, estrutura que integra Mangualde, foi apresentado esta quarta-feira, 26 de novembro, na cantina da Escola Básica 2, 3 Gomes Eanes de Azurara. Os resíduos orgânicos, como cascas de fruta, legumes, borras de café ou pão, passam a ser recolhidos em dias previamente definidos, seguindo depois para valorização.

Nesta fase são distribuídos gratuitamente 50 contentores a produtores não domésticos e 150 contentores a produtores domésticos. Esta modalidade, dirigida às famílias, só existe em Mangualde e em mais seis dos 19 municípios associados da AMRPB.

O presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida, afirmou que “este projecto é um passo decisivo para tornar Mangualde num concelho mais sustentável e consciente, que envolve a comunidade”, acrescentando que a sensibilização deve começar “pelos mais novos”.

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