O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) garantiu em reunião pública do executivo de que iria voltar a pedir aos serviços para localizarem o projecto que Américo Simões entregou na autarquia na década de 90 porque como referiu: “não consigo conceber que num organismo destes desapareçam projectos”.
Sem lugar a grandes afrontamentos, Mário Alves explicou à munícipe que “houve boa vontade” da sua parte aquando da delimitação do terreno, porque se fosse feita como a lei prevê, seria necessário destruir parte dos arrumos localizados próximo da habitação. Acrescentou que a venda dos pretendidos dois metros de terreno só seria possível através de hasta pública ou via permuta. Quanto ao estado em que se encontra o muro – Fátima Simões queixa-se do mau acabamento e do facto de não terem sido usadas as pedras de granito lá existentes – Mário Alves explicou que só não foi feito melhor, por causa da confusão que se gerou no local. De forma serena, o autarca até criticou a forma como na altura, o então Fundo de Fomento à Habitação, desencadeou o processo de expropriação, sem que tivesse falado devidamente com os proprietários dos terrenos. “Acho que a expropriação foi feita de má forma”, referiu.
Embora com a garantia de que a Câmara vai averiguar onde se encontra o projecto, Fátima Simões ameaçou a autarquia com uma queixa na Inspecção-Geral de Administração do Território (IGAT), caso o projecto não apareça.
“A Câmara sempre responde à IGAT sobre os pedidos de informação que são feitos”, garantiu Mário Alves, impossibilitando de seguida o vereador socialista José Francisco Rolo de se pronunciar sobre o caso em análise, no momento reservado à intervenção do público.