Portugal mantém-se como um dos países europeus com a mais baixa Taxa de Incidência a 14 dias.
Muito graças à política de testagem, mantendo uma baixa positividade (abaixo de 1%, e acima de 100 testes por novo infectado), bem como a uma já significativa cobertura vacinal nos mais idosos, está-se a conseguir manter controlada a situação epidemiológica. Todos os países que conseguiram trazer a incidência para valores suficientemente baixos e melhoraram a sua estratégia de testagem (testes em massa e testes a todos os contactos dos novos casos) estão a conseguir manter o controlo (sem ressurgimentos).
Esta é a estratégia certa, que se deveria ter seguido a partir de meados de Setembro de 2020. Evitar elevadas incidências, mantê-la em valores baixos e adoptar a estratégia agressiva de testagem. Seguindo a recomendação que foi feita a 9 de Fevereiro (das Linhas Vermelhas), com uma estratégia de testagem agressiva que servisse de alternativa ao desconfinamento, mantendo a pressão sobre a propagação da infecção, demonstra-se que existe alternativa ao confinamento, com medidas eficazes de saúde pública, desde que as taxas de incidência sejam baixas (sem transmissão comunitária generalizada).
Estamos convictos que os custos económicos e sociais teriam sido muito inferiores se se tivesse apostado nesta estratégia. Os custos de uma elevada taxa de testagem, de forma a controlar a transmissibilidade, seriam certamente muito inferiores aos custos sobre a economia de um prolongado confinamento. Certamente, teria sido uma estratégia com um muito melhor custo/benefício.
Autor: Carlos Antunes
