O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital confessou ontem na Assembleia Municipal que se tem desmultiplicado em reuniões para encontrar soluções para a falta de médicos que se faz sentir há várias semanas nas extensões de saúde da Alvoco das Várzeas e Nogueira do Cravo. Mas sublinhou que ainda não tem uma data para a resolução do problema. José Francisco Rolo respondia ao eleito municipal da coligação PSD/CDS-PP Rafael Costa, o qual recordou que o anterior executivo liderado por José Carlos Alexandrino tinha prometido aquilo que o próprio apelidou de “Projecto Revolucionário para a Saúde” que, alegadamente, iria resolver os problemas de saúde no concelho.
“Como está o projecto revolucionário para a Saúde? Aquele que iria trazer um médico de família para todos os oliveirenses? O que estamos a assistir é a um crescendo número de freguesias que carecem de clínico. E isso preocupa-nos”, referiu o social-democrata, lembrando as recentes eleições legislativas. “Temos uma ministra da Saúde que foi cabeça de lista pelo distrito, um deputado da nação nesta assembleia [José Carlos Alexandrino] e uma maioria absoluta [do PS], portanto não deve haver mais desculpas para não passarmos das palavras à realidade no terreno”, frisou Rafael Costa que viu o presidente da Junta de Freguesia de Nogueira do Cravo, Luís Filipe Nina, manifestar também a sua preocupação com o que se está a passar. “Sei que há médicos que querem ocupar o lugar. Estará o problema resolvido a curto prazo?”, questionou.
O presidente do município diz estar empenhado em encontrar uma solução junto das entidades competentes. Mas que será necessário aguardar. “Num regime transitório, o que podemos é garantir é os cuidados de saúde primários às pessoas e que vamos continuar a trabalhar na colocação de médicos”, disse, explicando que foi lançado um concurso para sete clínicos, mas apenas foram preenchidas três vagas. “Falta ocupar quatro. O que nos foi dito é que em regime de mobilidade rapidamente virá um médico para a extensão de saúde de Nogueira do Cravo”, disse o autarca, frisando que o problema apenas será definitivamente solucionado com a colocação dos restantes quatro médicos que ainda não integraram o concurso.
“Quando isso acontecer, virá um por mobilidade e dois para substituir o que se aposentou em Alvoco das Várzeas e aquele que se desvinculou da função pública em Nogueira do Cravo”, disse, sublinhando que a colocação do pessoal médico não está nas competências da autarquia. “A nossa função é manter edifícios, assegurar equipamentos e meios auxiliares de diagnóstico. A colocação de pessoal médico, de enfermagem e pessoal especializado não é competência da autarquia”, concluiu.
