… estão a ser feitas descargas de água não tratada no rio Alvôco.
O alerta é dado pelo movimento “Salvem Alvôco de Várzeas” que através da rede social facebook chama a atenção para a “vergonha” a que se está a assistir naquela freguesia, em particular na zona do açude da moenda, em pleno rio Alvôco, onde estão a ser feitas descargas de água não tratada, provenientes da nova ETAR.
“Isto é uma vergonha para a empresa Águas do Zêzere e Côa e para a Câmara de Oliveira do Hospital”, sustenta aquele movimento,que chega a questionar a atitude da Junta de Freguesia de Alvôco de Várzeas que, até ao momento, ainda “não retirou” aquela descarga do açude da Moenda, em pleno rio Alvôco, entendido como o menos poluído do concelho.
De acordo com Agostinho Marques, as descargas de água não tratada devem-se à reduzida dimensão do coletor de efluentes, que não tem capacidade de resposta para picos de maior descarga. “Já tinha acontecido uma vez, numa altura em que choveu muito, e agora voltou a acontecer”, explicou o autarca a este diário digital, verificando que “os efluentes têm trazido muitos sólidos”, tendo já sido encontradas fraldas e até camisas.
“O tubo é estreito e não permite a passagem”, contou, referindo que ontem o problema esteve a ser avaliado pelos técnicos da empresa construtora, Águas do Zêzere e Côa e Câmara Municipal que chegaram à conclusão da necessidade de substituição do tubo coletor por um de maior dimensão.
Com a alteração que deverá acontecer até à próxima sexta-feira, Agostinho Marques acredita que o problema fique resolvido, na certeza de que a ETAR estará em condições de voltar a fazer descargas de água devidamente tratada no rio Alvôco.
Uma situação que o autarca espera que venha ser objeto de melhorias com a implementação do tratamento terciário que permitirá a saída de água “quase pronta para beber”.
