Correio da Beira Serra

Nove anos após os incêndios de 15 de Outubro, MAAVIM volta a alertar para a situação das vítimas

Nove anos depois dos incêndios de 15 de Outubro de 2017, o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) voltou hoje a alertar para o que considera ser o abandono das vítimas e a falta de respostas para os problemas que continuam por resolver.  O porta-voz do movimento critica, em comunicado, a falta de justiça e de apoio às populações afectadas, considerando que as vítimas continuam sem ver respondidas várias das suas reivindicações.

O MAAVIM lamenta que, nove anos depois dos incêndios de 15 de Outubro de 2017, ainda não tenha sido construído um memorial às vítimas nos territórios afectados. No comunicado, o movimento compara essa ausência com os cerca de dois milhões de euros que, afirma, foram gastos num memorial em Pedrógão Grande, que, segundo Nuno Tavares Pereira, é desconhecido pela maioria dos lesados dos incêndios de Outubro.

Nuno Tavares Pereira critica ainda os sucessivos adiamentos dos processos judiciais e acusa os responsáveis políticos de evitarem assumir responsabilidades, afirmando também que as vítimas não foram ouvidas no âmbito de uma comissão parlamentar de inquérito.

No documento, são igualmente levantadas dúvidas sobre a aplicação das verbas destinadas aos apoios e à reconstrução, com a associação a alegar que parte do dinheiro anunciado não chegou às vítimas e a apontar situações de reconstrução de casas que, segundo afirma, nunca teriam existido.

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