Correio da Beira Serra

Novo balanço do sismo em Marrocos, o maior dos últimos 120 anos, é de 1.037 mortos e 1.204 feridos

O balanço do terramoto que atingiu Marrocos na sexta-feira à noite subiu para 1.037 mortos e 1.204 feridos, dos quais 721 “em estado crítico”, anunciou hoje o Ministério do Interior marroquino. A província com mais vítimas registadas é Al-Haouz, a sul de Marraquexe e próxima do epicentro, com mais de metade dos mortos (542), segundo o balanço oficial, citado pela agência francesa AFP.

De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica de Marrocos, o sismo atingiu a magnitude 7,0 na escala de Richter e ocorreu na região de Marraquexe (norte) às 23h11, a uma profundidade de oito quilómetros. O epicentro foi na localidade de Ighil, situada a cerca de 80 quilómetros a sudoeste de Marraquexe e foi sentido em Portugal e Espanha.

Este terremoto foi mesmo o mais intenso registrado no país em mais de um século, apontam as medições do centro de sismologia dos Estados Unidos, uma referência internacional. O tremor atingiu 7,0 na escala Richter, uma magnitude considerada rara na região. Cerca de vinte minutos depois, veio um segundo abalo de magnitude 4,9.

“Terremotos dessa intensidade são incomuns na região”, afirmou o centro ao notar que “desde 1900, foram registrados nove terremotos na magnitude 5 no país” mas que nenhum chegou no patamar do registrado agora.

Isso porque o centro americano classifica como magnitude 5,9 o forte terremoto que atingiu a cidade de Agadir e devastou o Marrocos em 1960, quando 12 mil pessoas morreram. Mesmo em outras medições citadas em matérias da época, que ficaram acima da americana, o tremor não chegou à intensidade do registrado agora.

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