Nos últimos 7 dias de dados, de 8 a 15-Jan, a faixa de 0-9 anos aumentou os casos em 107%, passou de 2201 para 4567 casos num só dia. Já a de 10-19 anos aumentou apenas 35% no mesmo período.

Vejamos agora o que se está a passar com o resto das faixas etárias, numa semana (10a 17 de janeiro) em que as crianças de 0-11 anos mais que triplicaram o nº de casos (inclui já os 43 mil de ontem).
Os grupos etários de crianças e jovens em idade escolar (0-17 anos) mostram uma clara subida abrupta a partir de dia 12-Jan, com aumento mais substancial dos 0-11 anos (subida de 212%) comparativamente aos de 12-17 (subida de 68%). Daí que se observe uma subida nos 10-19 anos bem mais pequena (65%) do que a que se verifica nos de 0-9 anos.
O que é surpreendente é as variações do nº de casos na população adulta, onde apenas as faixas dos 30-49 anos, juntamente com a dos 80+, verificam subidas substanciais. Porquê? Porque é nas faixas dos 30-39 e dos 40-49 anos que se encontram os pais das crianças e jovens que estão a ser infectados nas escolas. Um movimento de infecção que agora se verifica, muito claramente, da escola para casa. Quando muitas vezes era afirmado (a meu ver erradamente) que as infecções das crianças eram contraídas essencialmente em casa e não na escola.
Dado que se mudou a medida de isolamento nas escolas, que as crianças até aos 9 anos não usam
Até ao momento (17-Jan-2022) verificaram-se desde o início da pandemia 314288 casos de infeção de crianças e jovens até aos 17 anos (18.3% da população residente respectiva), pelo que ainda há mais de 80% de crianças e jovens por infectar. A Omicron ainda tem muito hospedeiro pela frente para infectar nesta população mais jovem.
Autor: Carlos Antunes