Há dois anos que comunicaram à região e ao país que o IC6 ia ser uma realidade. O anúncio foi, mais uma vez, feito por todos os órgãos do PS da região. Mas só apregoavam uns cerca de 30 quilómetros. O resto ficou na gaveta. Sim o resto, porque o traçado inicial, que foi desenhado ainda nos governos de Cavaco Silva… (Ups, não sei se devia dizer porque vou desmentir uns trapalhões que dizem para aí que o PS é que fez o que existe do IC6)… O traçado inicial, dizia, previa uma via até à Covilhã
Mas qual IC6? O que é anunciado em todas as alturas em que há eleições? É que o IC6 começa na Catraia dos Poços e acaba em Tortosendo, entroncando em Seia no IC37 para Viseu e no e IC 7 para Celorico da Beira…
Hoje, já todos se esquecem das promessas do mesmo “Mentiroso”, isto porque ele é só um. Alimenta tudo e todos e em 20 anos nem um metro fez daquela via. O pouco que foi construído foi pago pelos portugueses e quando dizem que a UE não paga mais estradas é mentira…, mas isto não é para dizer. Veio a promessa de se avançar com o dinheiro do leilão do 5G. Agora, que já temos o 5G, vamos esperar pelo 6G. Vamos ver qual será a próxima promessa… O Pedro Marques quer ficar na Europa e quer mostrar o trabalho feito (estão à porta as eleições Europeias). E o “Mentiroso” de sempre vai aparecer a dizer que vai ser feito. Nem que seja por cima do seu cadáver…. Mais promessas vãs. Sim, porque isto não acabará nesta geração.
Até o IC31 já foi anunciado este ano com dinheiro da Europa, mas para o IC6/7/37 dizem que não há. Sei que lá para as termas de Monfortinho existe um enorme potencial nos tratamentos do corpo. Aliás, isso é muito importante para o país: uma ligação da A23 à Ex-1 que liga a Madrid, mas sempre com o olho em Monfortinho. O monte de farinha tem um potencial enorme e a Serra da Estrela na vertente Norte não interessa. Já estamos acostumados. Todos nos ignoram. É a CIM, o ICNF, a Turistrela, o ministério da “Descoesão”, o gabinete da agricultura (que não existe) e até o da floresta que está no meio do ambiente.
E o homem lá vai gritando como se estivesse a comandar uns parolos: “Eu sou o povo e luto pelo meu povo. Mas ganho mais que “o meu povo” e não trabalho “como o meu povo”, porque eu sei mentir… Sim, mentir é a grande palavra de ordem acerca do IC6/7/37.
Autor: Nuno Tavares Pereira
