“Na vida, ao contrário do xadrez, o jogo continua após o xeque-mate”.
[Isaac Asimov]
Foi arquivado esta sexta-feira o processo judicial que José Carlos Alexandrino instaurou à minha mãe. Este senhor alegou que aquela que me gerou, criou e educou, o tinha difamado num salão de cabeleireira. Arrolou como testemunhas as três clientes que aí se encontravam esperando a sua vez para serem atendidas.
Depois de algumas visitas ao posto da GNR e ao tribunal, depois de algumas centenas de euros gastos com o processo, viagens e advogado, chegou-se à conclusão que a ré nada tinha dito que difamasse o personagem em questão. Tendo tal facto, sido confirmado por duas das três testemunhas. Já a terceira testemunha, a peça chave deste puzzle, foi incoerente nas suas alegações, não tendo os juízes conseguindo perceber o que declarava.
Se José Carlos Alexandrino pensava que por ser presidente de câmara e levar como advogado o vereador João Ramalhete de Carvalho, podia desta forma perseguir politicamente aqueles que lhe pedem os esclarecimentos que não dá, tentando deste modo intimidá-los, calá-los ou anulá-los, ficou a saber que o processo não funciona. E fica desde já também a saber que se estão a estudar as melhores formas de agir em conformidade com os resultados desta contenda, pois é bom que nada fique sem resposta.
Dou os parabéns à minha mãe, que se viu metida nisto, somente porque o filho é uma pedra no sapato do Sr. presidente e que este não tendo coragem para o enfrentar, optou por intimidar a mãe. Parabéns, porque resolveu a questão prudentemente. Parabéns, porque discretamente remeteu José Carlos para o seu devido lugar. Espero que edil tenha compreendido a lição e com isto aprenda a ocupar o seu lugar.
Alexandrino só pode andar de cabeça perdida. Põe processos jurídicos tão insólitos e irracionais a pessoas que, por serem impossíveis de ganhar, podem ser usados para o gozar e humilhar na praça pública. Esperemos que estes tipos de dislates sejam pagos do bolso dele, pois usar o erário público para perseguir quem não gosta, também é crime.
O desnorte que o tomou revela-se em variadíssimos campos. Por exemplo, dos sete milhões de euros para o PEDU que se fartou de anunciar e propagandear, vieram do Portugal 2020 somente 5,7 milhões. Deu de barato, sem regatear 1,3 milhões de euros. Esta atitude é de um péssimo administrador, ou então, de alguém que está de saída.
Na reunião de câmara onde aprovou um aumento de mil euros ao subsídio mensal da BLC3, passando este ano a receberem 10 mil euros por mês, além de mais cinco mil euros/mês para pagarem o terreno que a câmara comprou, afirmou, tentando fazer passar por tolos os mais desatentos, que “sobre a BLC3 diz-se um conjunto permanente de mentiras, como por exemplo dizer-se que é o Presidente da Câmara Municipal que nomeia o Conselho de Administração e o Presidente da BLC3”. Sr. Presidente, quem foi que afirmou tais mentiras? Isso gostava o Sr. que tivessem afirmado. Mas não. Ninguém afirmou tal coisa. As pessoas ficaram admiradas por o Sr. Presidente dizer, numa reunião de câmara, que desconhecia quem trabalhava na BLC3 e que não sabia quem era o Conselho de Administração. Como era isso possível, se o Sr. era o Presidente da Assembleia Geral? Isso está tudo bem documentado num artigo que anteriormente escrevi.
Espero que já se tenha informado sobre quem lá trabalha, isto claro, para além dos corpos sociais e dos sócios que agora parecem ser mais que muitos. É que corre por aí, e aliás, foi dito por Mário Alves numa reunião de câmara, que esses cursos que por lá fazem são para os boys e girls, para os amigos e amigas. Se tal é verdade ou não, não sei. O que sei, é que encontrei na BLC3 uma doutoranda de nome Ana Rita Pontes Pereira, que em Maio de 2015 não possuía licenciatura para fazer um PEPAL na Câmara Municipal de Coimbra, no entanto, no mês seguinte já era investigadora cá na plataforma, e, em Novembro, estava, na agora Evolution, a fazer um doutoramento. Algo me diz que a probabilidade de por lá encontrarmos o Sócrates a fazer uma Pós-Graduação supervisionada pelo António Campos poderá ser grande.
Quando o Sr. Presidente relativamente aos investimentos na BLC3 afirmou nessa mesma reunião que “certamente de que haverá alguém com culpas no cartório, mas esse alguém, não somos nós”, estava a referir-se a João Nunes e a António Campos? São eles “esse alguém”? É que as interrogações judiciais não vão em “esses alguéns” querem nomes, e os oliveirenses também, pois a tal valorização de 4 milhões na BLC3, que o Sr. Presidente e o vereador Francisco Rolo quantificaram, fica muito aquém dos 12 milhões que já lá entraram. No entanto, duvido que alguém dê os tais 4 milhões que dizem valer. Vamos esperar pelos documentos que teimam em não entregar para percebermos tais valorizações.
O que se nota, é que depois de culpar “esse alguém” deixámos de ver a vereação em festas como víamos. Andam amorfos, apáticos. Andam mais discretos, mais sozinhos, sem a companhia do clã socialista. O Presidente optou agora pela companhia de CDS’s e PSD’s desintegrados. Quem diria. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança”. Muito sabia o Camões. O que Churchill teria aprendido se algum dia o tivesse lido.
Enfim, continuamos a observar “este ninho de cucos”.