A Casa da Cultura César Oliveira foi manifestamente insuficiente para acolher a população que, ontem, não quis faltar ao espetáculo de divulgação das 7 maravilhas culturais e ambientais do concelho de Oliveira do Hospital.
No total, o filme que ontem pôs fim ao ‘suspense’ lançado pelo concurso organizado pela turma do 12º F com o apoio dos docentes Célia Lourenço e José Carlos Santos anunciou a eleição de 14 Maravilhas.
Na categoria cultural, a eleição recaiu sobre a Igreja de Lourosa, Ponte de Alvôco, Igreja de S. Gião, Santuário de Nossa Senhora das Preces, Ruínas Romanas da Bobadela, Ruínas do Castelo de Avô e Palheiras do Fiais.
Na área Ambiental, o epíteto de maravilha foi atribuído ao Açude da Moenda de Alvôco de Várzeas, Açude de Evedal, Tília da Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, Colcurinho, Varandas de Avô, Jardim do Santuário de Nossa Senhora das Preces e Vale do Alva.
De fora da maioria das preferências ficaram, na categoria Cultural, a Capela dos Ferreiros, Anta da Arcaínha e o Convento do Desagravo. Na categoria ambiental, o Açude do Rio Seia, o Miradouro da Penha e o Afloramento Granítico do Formarigo foram as maravilhas menos votadas.
Marcado por um ambiente de união concelhia, o espectáculo que contou com atuações musicais e de ginástica, deu provas da capacidade de mobilização da população.
A iniciativa dinamizada por alunos e professores e que resultou no envolvimento de toda a comunidade deixou satisfeito o diretor da Escola Secundária de Oliveira do Hospital que, ontem, agradeceu o empenho de todos os que se envolveram no projeto. “É um orgulho muito grande ser diretor desta gente trabalhadora”, referiu Albano Dinis.
Ainda que verificasse que outras maravilhas ficaram de fora das 20 inicialmente nomeadas, o presidente da Câmara Municipal elogiou a iniciativa, considerando ainda que cada uma das 10 merecia ter sido eleita.
“Todas estão de parabéns”, afirmou José Carlos Alexandrino, verificando que “não há vitoriosos, nem derrotados”.
O presidente do município verificou, contudo, que a realização do concurso contribuiu para aumentar as responsabilidades do município.
Dando conta de algumas abordagens feitas por populares relativamente ao mau estado de alguns dos espaços, agora eleitos como maravilhas, José Carlos Alexandrino comprometeu-se a uma maior preservação dos mesmos.
Apelando ao voto no Queijo Serra da Estrela, o autarca lembrou que a presença do produto entre os finalistas do concurso é resultado de uma candidatura apresentada pela Confraria do Queijo Serra da Estrela.
Ainda que admita que mesmo sem concurso, o Queijo Serra da Estrela “já é uma maravilha” da gastronomia – “às vezes falta-lhe um lóbi”, sustentou – José Carlos Alexandrino considerou que a sua eleição reveste-se de outro significado, porque servirá para “homenagear os homens e as mulheres que, em dificuldades, ao frio e ao calor, fazem este excelente produto”.
