Correio da Beira Serra

Oliveira do Hospital: Secretário de Estado das Florestas reforça apoio ao pastoreio e defende criação de valor no mundo rural 

“Os incêndios e a área ardida inquieta-nos, preocupa-nos, e é preciso alterar aquilo que acontece ano após ano em Portugal. Quero dizer a todos que o Governo de Portugal teve e tem a determinação de criar todos os mecanismos para podermos alterar este estado de coisas”, disse hoje o secretário de Estado das Florestas durante a cerimónia de abertura da Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital. Rui Ladeira assegurou ainda que essa mudança só se consegue com uma estratégia assente na criação de valor, de riqueza, seja na agricultura, seja na pecuária.

“Vamos trabalhar lado a lado para criar programas estruturados para dar resposta à criação desse valor e criar resiliência para a floresta, para o agricultor, para o espaço rural. É isso que temos estado a trabalhar nos últimos meses”, disse, frisando que já está em curso um apoio de 30 milhões de euros por ano. “Conseguimos essa verba para reduzir a carga combustível, para proteger a floresta, para criar valor e para incentivar quem quer apostar nestas áreas”, acrescentou, frisando também que o Governo pretende “continuar a ter este caminho de proximidade, de investimento e de uma estratégia, como é o caso da floresta, a 25 anos”.

Salientando o programa de apoio à redução da carga combustível através do pastoreio, que incentiva quem está na actividade, cria melhorias nas explorações e condições para ter mais animais, Rui Ladeira garantiu que o objectivo é também tornar a actividade do pastoreio mais atractiva para os mais jovens. “O objectivo é produzir em larga escala e garantir estabilidade. Com apoio de estabilidade a cinco anos, quem abraçar esta actividade terá rendimento e segurança”, afirmou, destacando que a inclusão dos autarcas, dos produtores e das associações é fundamental para que seja construído um programa que ofereça resultados. “Já conseguimos alocar 30 milhões de euros por ano para este programa, para reduzir a carga combustível, para proteger a floresta, para criar valor e para incentivar quem produz e quer vir a produzir através da pecuária”.

“Não vamos acabar com os incêndios de um momento para o outro. Vamos, sim, com várias medidas e políticas concertadas, públicas e privadas, garantir que estamos mais protegidos da progressão dos incêndios e criando valor. Para isso, existem verbas”, acrescentou. Rui Ladeira lembrou que há vários programas de financiamento para transformar a paisagem e ajudar a proteger o território, incluindo o Programa Rural Simplificado, e referiu também um programa de equipamentos, de 50 milhões de euros, destinados às câmaras, às comunidades intermunicipais e às organizações produtoras, garantindo oportunidade para as empresas que prestam serviços nesta área.

O turismo é outro dos aspectos importantes, segundo o secretário de Estado das Florestas, para tornar o território mais resiliente pela sua capacidade de criar receitas. “E nesta área temos dados crescentes que temos em Portugal e na região Centro”, salientou, frisando a importância de valorizar os produtos endógenos regionais. “É disso que precisamos, mas também da produção associada a esta floresta autónoma, plantando, limpando e gerindo. Precisamos da paisagem para atrair e para garantir que os turistas, sejam nacionais ou vindos de outras áreas do mundo, encontrem nesta região e em Portugal o conforto e a oportunidade de desfrutar daquilo que temos de melhor”, concluiu.

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