O Instituto +Liberdade, parceiro da organização internacional Tax Foundation, divulgou o Índice de Competitividade Fiscal Internacional 2021. Os dados revelam que Portugal está na cauda da OCDE em competitividade fiscal, tendo o quarto sistema fiscal menos competitivo entre 37 países.
A Estónia lidera este índice há oito anos consecutivos. O estudo destaca quatro características do sistema fiscal estónio. Em primeiro lugar, tem uma taxa de imposto de 20% sobre o rendimento das empresas que é aplicável apenas aos lucros distribuídos. Segundo, tem uma taxa única de 20% no imposto sobre o rendimento individual, que não se aplica aos rendimentos de dividendos. Terceiro, o seu imposto sobre a propriedade aplica-se apenas ao valor do terreno, e não ao valor da propriedade imobiliária ou do capital. Por fim, a Estónia tem um sistema fiscal territorial que isenta de tributação 100% dos lucros estrangeiros obtidos por empresas nacionais, com poucas restrições.
Entre os dez sistemas fiscais mais competitivos da OCDE, encontramos quatro economias de leste: Estónia, Letónia, Lituânia e República Checa. À exceção da Letónia, as restantes já ultrapassaram a economia portuguesa à boleia de sistemas fiscais mais atrativos. Portugal, ao invés de importar as boas práticas, opta por divergir ainda mais. Em vez de simplificar, complica (mais dois escalões de IRS); em vez aligeirar, agrava (sobem os impostos sobre bebidas açucaradas e alcoólicas, o imposto sobre o tabaco, o ISV, o IUC, …).
André Pinção Lucas
19 de outubro de 2021
Uma parceria com o Instituto +Liberdade (maisliberdade.pt)