“DIFFICILIMUM EST OMNIUM PLACERE…”
Que se chama Portugal
E, no centro, como um ninho,
Uma terra: ERVEDAL!
Terra que a natureza,
Em prodígios verdadeira,
Reuniu toda a beleza
Que tem por nome «a Beira»!…”
(Início da Invocação ao Ervedal de Sebastião Ferrão de Mello)
Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, era Presidente da Câmara Sebastião Carlos de Albuquerque 3.º Visconde de Ervedal da Beira, que, entre vários feitos e obras, teve o mérito de construir, em Oliveira do Hospital, o hospital, que é hoje da Fundação Aurélio Amaro Diniz, e garantir os fundos e os meios necessários para que o mesmo funcionasse em condições, no mínimo, iguais às dos melhores hospitais nacionais.
Na sua regência, o desenvolvimento deste município era uma constante, ficando visivelmente marcado pelo desenguiçar de um
Para o aperfeiçoamento e melhoria do concelho, muito contribuiu, antes de Sebastião de Albuquerque, o Dr. Francisco Brandão, que, em 1930, trouxe para o seu consultório, em Ervedal, o Posto de Socorros de Urgência, subsidiado pela Misericórdia de Galizes. Foi este Edil Ervedalense que fez chegar, também, a eletricidade e
A sémita dos melhoramentos concelhios levados a cabo por Presidentes de Câmara Ervedalenses teve que esperar três décadas, sendo já após o 25 de Abril de 1975 que o Dr. António Simões Saraiva chegou ao poder, e com ele o concelho de Oliveira do Hospital obteve, quiçá, o seu apogeu cultural. É com ele que se assistem a grandes avanços nas áreas do teatro, da música, dos grupos corais, etc. A Simões Saraiva se deve o aparecimento de novos museus no município e o próspero funcionamento da atividade deste sector atinge o zénite concelhio em mandatos da sua administração. No entanto, a regência deste presidente fica impetuosamente marcada por dotar o concelho, no final da década de setenta, de redes de água e saneamento público. Situação esta que na maioria dos outros concelhos portugueses levou mais de vinte anos a acontecer.
O Dr. César de Oliveira chega à presidência nos primeiros anos da década de noventa. É nessa altura que começam a chegar de Bruxelas os fundos financeiros e os projetos comunitários, o que lhe permitiu sem complicações fazer o que faziam os restantes presidentes das câmaras deste País, candidatar-se aos projetos de desenvolvimento financiados maioritariamente pelos fundos europeus. É sem dificuldade que leva a cabo a melhoria da estrada Oliveira-Felgueira e a construção das Escolas Básicas Integradas do Ervedal e de Lagares da Beira, que são efectivamente as obras que marcaram a sua presidência. O Dr. César de
Não é fácil, pois, para o professor José Carlos Alexandrino tentar igualar os feitos dos seus conterrâneos na grandiosidade das anteriores governações. Era bom, porém, que conseguisse manter o que os outros conquistaram, edificaram e/ou ampliaram. É notório que, nunca no passado, se investiu tanto em festas, feiras e futebol, sendo que é duvidoso o retorno que estes eventos proporcionam em qualquer das suas vertentes (financeira, social e política). Como Ervedalense, espero que não fique conhecido como o Presidente dos três F’s, e que dê o mais rapidamente possível uma restruturação na sua governação de modo a poder fazer mais e melhor, pois serão os
Porque é olhando para o passado que idealizamos e projectamos o futuro, cabe a actual Edilidade escolher os caminhos que levem o concelho ao sucesso tal como o fizeram os seus conterrâneos no passado. Sucesso não é popularidade, sucesso é êxito. Êxito que os Oliveirenses agradecem, e que os Ervedalenses exigem.
A todos estes Presidentes, e que para o seu trabalho não fique ignorado, agradeço com gratidão e simpatia.
Foto aérea de Ervedal da Beira: site da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira
