Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 e a Fenprof promoveram hoje em Penela uma iniciativa designada por “contra-inauguração de croquetes e propaganda” que visou salientar o incumprimento das promessas e “mentiras” do Governo de António Costa sobre a requalificação do IP3. O primeiro-ministro, recorde-se, tinha prometido, há precisamente quatro anos, que estas obras estariam concluídas este ano. Mas, passado quatro anos, apenas 18 por cento da empreitada está realizada, numa estrada que regista uma elevada sinistralidade.
“Os nossos governantes têm nas mãos o sangue dos sinistrados e mortos nesta estrada”, acusou Bianca Pereira, de Tondela, uma das representantes da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3. Bianca defendeu ainda que, pelo menos, seja colocado provisoriamente um separador central em toda a via para evitar colisões frontais, em particular na parte estrada que se encontra no distrito de Viseu. Temos de deixar de conhecer esta via como a estrada da morte para passar a ser a via do desenvolvimento regional”, acrescentou, sublinhando que o IP3 é a via com mais tráfego de ligeiros e pesados da região Centro.
“Quatro anos depois não foi feita a obra, nem foi reposta a carreira dos professores” referiu o secretário-geral da Fenpro durante aquilo que a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 e o sindicato dos professores designaram como “contra-inauguração”, uma acção que teve início na localidade da Espinheira em Penacova. “O Governo anuncia obras que não faz, nós inauguramos aquilo que não foi feito”, atirou António Campos, da associação de utentes que é também professor.
“Fizemos questão de estar aqui para dizer às populações junto ao IP3, que o usam todos os dias, que não
“A requalificação do IP3 e a valorização da carreira docente “são duas medidas imprescindíveis para o país”, rematou. “Se calhar, daqui a uns anos, o Governo vai ter que dizer que é o IP3 ou o salário dos médicos”, notou Mário Nogueira.
