Correio da Beira Serra

“Os Tabuenses querem é saber a posição da Câmara sobre a prospecção de minério no território e o porquê de não serem informados”

A líder de bancada PSD/CDS, em representação do seu grupo de trabalho, respondeu ao comunicado do PS que acusava os eleitos pela  Coligação Coragem para Mudar e o vereador Fernando Tavares Pereira de não comparecerem às reuniões do município. Paula Ribeiro reconheceu que na última Assembleia Municipal se encontravam apenas dois, dos nove eleitos pelo PSD/CDS-PP, mas assegura que se tratou de uma reunião atípica. “Em dois anos de mandato, nunca aconteceu esta situação, lamentando-se profundamente que o PS use esse subterfúgio para ganhar populismo no seio dos Tabuenses”, acusa, lembrando que “a oposição é constituída por um leque de pessoas, que têm as suas actividades profissionais e que nenhuma delas faz da política seu modo de vida”.

“Os Tabuenses sabem, sim, sabem porque nos conhecem a todos, sabem que estamos cá por eles e não por um lugar ao sol, damos o melhor de nós, em tudo o que abordamos na nossas assembleias, as nossas intervenções são preparadas, as questões que pomos são pertinentes, cabe aos Tabuenses ajuizarem essa mesma acção do nosso grupo de trabalho. O grupo do partido socialista esquece-se que nós não fazemos da política profissão, somos profissionais que não dependem da política nem de cargos públicos, somos todos e todas pessoas idóneas, cujo único intuito é exercer o seu mandato, com seriedade e sentido de responsabilidade”, conta.

Considerando que o comunicado divulgado pelo PS Tábua “é um ataque gratuito e sem fundamento” aos membros da Assembleia afectos ao PSD/CDS, Paula Ribeiro defende que “os Tabuenses querem é saber a posição da Câmara quanto a esta questão da prospecção do minério no território e o porquê de não serem informados numa acção de informação, através de um comunicado aos Tabuenses, ou outro tipo de acção, abordando exaustivamente este assunto, temos que dar voz ao povo”. “Essa tem que ser a maior preocupação de todos, o assunto da prospecção de minério é um assunto sobre o qual todos têm que ter uma voz e a voz do povo é que manda, e não os poderes maioritários instalados”.

“Mais democracia, mais seriedade e mais enriquecimento na nossa deontologia política, deve ser o objectivo de todos os que são legalmente eleitos quer se encontrem no poder, quer na oposição, a dignificação da política é um dever de todos e de todas os eleitos locais e nacionais”, remata.

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